Quinta-feira, Maio 11, 2006
Nota do Autor: texto insano. Fruto da minha mente conturbada devido a um acontecimento que ainda não aconteceu. Qualquer contradição que surja no texto, é proposital. Acredite.
E não acredite em coincidências.
Acompanhamento Musical ---> Say You´ll Never Leave / Saves the Day (trad)
Say you'll never leave, please. / Diga que você nunca vai ir embora, por favor.
This war inside my mind is killing me. / Esta guerra dentro da minha mente está me matando..
It´s killing me / Está me matando...
It´s killing me / Está me matando...
War !
Após esse longo hiato e devido à distância, consegui concluir que não gosto mais de você. Chequei neurônio por neurônio em busca de um traço seu e finalmente vi minha mente livre de ti. Passei um Norton Antivirus e um Scandisk e nenhum arquivo com seu nome foi encontrado. Descobri que não lembro qual é o seu perfume e esqueci todo o brilho do seu sorriso. Posso fechar os olhos agora e descansar em paz. Não há sonhos contigo; não há gritos com seu nome no meio da noite. Meço meu batimento cardíaco e ele encontra-se perfeitamente na média¹. Ouço o tumtum do meu coração em passos cadenciados e com ritmo. Tudo está em paz. O mundo está só com umas 4 mil cores mas vivo a vida como posso, do melhor jeito possível. Procuro aproveitar os momentos com amigos ou no trabalho e continuo. Viro a página. Pronto para começar uma nova história. Ou recomeçar uma velha, nunca se sabe...
Agora eu consigo andar até o Mc Donald´s e não vejo mais nossos fantasmas parados em todas as lojas que nós parávamos. Tomo um Top Sundae sem mágoa e posso comer quantos McDuplos eu quiser que não vou lembrar de você. Ouço Nando Reis, Barão Vermelho, The Starting Line, Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Los Hermanos e tantas outras músicas que dediquei a ti sem sequer lembrar qual era a relação com você e a letra.
Converso com suas amigas e não pergunto de você. Ando em paz. Caminho lentamente seguindo as batidas calmas do meu coração. O mundo voltou a girar lentamente e encaixou-se novamente no seu lugar. Voltei para aquela velha vida voraz vívida e volátil...². Página em branco, caneta na mão. Próximo parágrafo, por favor...
Mas eu teimo. Me desafio. Preciso provar a mim mesmo que não gosto mais de você. Minha mente está totalmente convencida mas meu coração ainda deixa escapar um suspiro rebelde. Um subversivo. Um agitador. Um simples suspiro que acarreta uma leve busca por você nos arredores do prédio... Uma vaga lembrança de você ao meu lado com uma colher de plástico.... Um suave aroma de Carolina Herrera perdido no vento... Então preciso me testar. Ferro e fogo. Só um teste. Um mero teste. Eu juro.
Como o Destino lê esse blog (e não comenta), ele faz com que eu te encontre por acaso.
Você me olha, pisca e sorri. Permanece sentada mas é nítida a sua vontade de que eu vá até você. Caminho vagarosamente com um pensamento fixo: "não há neurônios pensando em você. não há neurônios pensando em você. eu te esqueci. eu te esqueci. eu não gosto mais de você. eu não gosto mais de você. eu..".
Faço o maior esforço possível e luto contra mim mesmo. Meu ego combate o superego enquanto ambos levam socos do meu id. Freud joga a toalha branca e desiste de tentar explicar, assim como Jung ou Reich².
"eu não gosto mais de você."
Te cumprimento com um beijinho no rosto.
"eu não.."
Seu perfume se acentua e descarrilha uma série de pensamentos, lembranças e emoções. (como eu posso ter esquecido de quão delicioso é esse seu aroma?).
Tento resistir.
"Coloquem as máscaras de oxigênio e não se entorpeçam com o perfume" - grita o neurônio-chefe para todos os outros.
Você começa a conversar e meus pensamentos começam a colocar algodões no ouvido para não sucumbir perante sua voz.
Cinco minutos já se passaram e eu ainda estou aqui, em pé, sem aquela vontade absurda de te abraçar bem apertado e beijar aquele espacinho meu no seu pescoço.
"Muito bem, muito bem rapazes, ele vai conseguir" - diz novamente o neurônio-chefe.
E então, você apela. Olha nos meus olhos e de um jeito inexplicável, atinge o fundo do meu coração. Quebra todos os grilhões, serra as correntes e liberta os algemados. Em um piscar de olhos, há uma verdadeira revolução dentro de mim. As borboletas que estavam no meu estômago agora passeiam docemente no ar e o mundo passou a ter 262 mil cores, como um celular de última geração. As 77 batidas por minuto passaram a ser por segundo. Se antes eram batidas cadenciadas, agora meu coração é uma bateria de punk rock com bumbo duplo.
" Calma rapazes, resistam! Resistam" - brada o neurônio-chefe no meio do caos.
De repente, controlo novamente meus sentimentos. A revolução se silencia e volto ao marasmo da vida. Venci seu olhar...
Meus neurônios estouram uma champagne e começam a se divertir. A guerra foi vencida, o teste foi superado.
" Parabéns rapazes!" - diz o neurônio-chefe, que com certeza leu o Monge e o Executivo para se preparar para tal prova.
Mas de repente, a bomba atômica é lançada e não há tempo para meus pensamentos correrem ao abrigo. Não há bunker que resista. Não há nada. Você usou sua arma secreta sem pestanejar, sem enviar um aviso. Sequer ofereceu um tratado de paz! Aproveitou o meu momento de fraqueza, enquanto comemorava internamente a minha vitória. Um golpe baixo. Baixíssimo. Vai contra à Convenção de Genebra para Relacionamentos ³. Nem mesmo George W. Bush seria capaz de tão vilania.
Agora tudo está perdido. Os subversivos já estão no poder e tomaram o controle. Não há mais segurança e estabilidade. As cores invadem o mundo para ficar e sucumbi perante ti, como Tróia perante à Grécia...
" É o fim, é o fim..." - murmura lentamente o neurônio-chefe enquanto vai para a prisão aguardar o julgamento. As emoções que outrora estavam presas se juntaram as lembranças e venceram qualquer tentativa de resistência dos meus neurônios.... A emoção venceu e a guerra terminou.
Sua culpa. Você usou sua arma secreta e devastou minhas fortalezas internas. Rachou as armaduras, destruiu os fortes e as muralhas. Você venceu e eu perdi. Vergonhosamente...
Quem pode resistir o seu sorriso ?
¹ - 60 a 100 batidas por minuto.
² - Freud, Jung e Reich - referência aos três maiores pesquisadores na área da psicologia/psiquiatria.
³ - Convenção de Genebra - determinou quais atos durante uma guerra são considerados crimes ou não.
PS I: fiz esse texto segunda ou terça, e já é velho....
PS II: favor deixar o seu e-mail na hora de comentar, pois provavelmente não atualizarei mais esse site, e sim, enviarei os textos para aqueles que querem ler e falar a respeito.
Obrigado pelas visitas, comentários e afins! Espero continuar recebendo comentários porém via e-mail agora!
Thanx =)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:28 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:28 AM
Quinta-feira, Abril 20, 2006
Acompanhamento Musical ---> I Miss You / Blink 182
hello there, the angel from my nightmare / olá, anjo do meu pesadelo
(...)
I miss you / eu sinto sua falta
Where are you and I´m so sorry / aonde você está? eu sinto muito
I cannot sleep, I cannot dream tonight / eu não consigo dormir, eu não consigo sonhar hoje à noite.
(...)
will you come home and stop this pain tonight? / você vai vir para casa e parar com essa dor esta noite?
Chaos.
Eu sou uma pessoa extremamente planejadora. Raros são os dias em que eu não organizo tudo o que fiz e no que vou fazer no amanhã. Traço cada passo a ser dado; imagino cada situação e penso em respostas para cada pergunta. Chego até ao extremo de já pensar em qual roupa vou usar. A camisa azul ou a preta? Penso nas minhas atividades do dia seguinte, quanto tempo cada uma vai demorar e como vou realizá-las. Acrescento variáveis nos horários como trânsito e disponibilidade de ônibus. Faço esboços atrás de esboços e quando chego na versão final, adormeço. Com tudo pronto para o dia de amanhã.
E isso vale para todas as outras situações durante o dia. Se há tempo hábil, planejo lentamente cada ação. Como um castelo de cartas, acrescento pacientemente carta a carta e vou subindo andares nessa frágil construção. O mundo ao meu redor pode estar imerso no caos e ainda assim, eu encontro um lugar pacífico dentro de mim para organizar tudo isso. Graças a Deus, eu tenho um raciocínio rápido que me ajuda planejar e solucionar problemas de uma forma rápida. Mas se não há urgência, saboreio cada detalhe e cada situação, para evitar futuras decepções. É, a razão de tudo isso é o medo de se decepcionar. Óbvio que ao planejar, eu tento diminuir a minha expectativa e consequentemente o tamanho da minha decepção. Porém nem sempre isso funciona.
Já perdi a conta de quantas horas de sono eu desperdicei tentando ordenar problemas. Às vezes, chego até ao extremo de pensar em soluções para os problemas daqueles que eu me importo e estão ao meu redor. Se é alguém que tem a minha consideração, gasto alguns minutos pensando se há alguma solução para isso. Mais um andar para o castelo de cartas. Mais um rascunho.
Contudo, o mais interessante de tudo isso, é o efeito que você causa em mim. Basta uma ligação, um oi, um mísero sorriso e todo o castelo desmorona. Em um piscar de olhos. Você passa, e como um furacão, leva toda a minha tranquilidade consigo. Vejo os rascunhos voarem rumo ao desconhecido. Os esboços são inúteis e todos os passos traçados não correspondem a realidade. Aquele lugar pacífico dentro de mim adentra ao caos. Pior, se aprofunda nele destinado ao abismo. Instantaneamente, a calma vira confusão; os pensamentos se chocam e não há mais raciocínio lógico. Minha concentração toda se dirige à tudo que te envolve. Analiso cada detalhe seu e ao seu redor para tentar chegar em algumas conclusões. E quando concluo, descubro que as conclusões ao seu respeito estão sempre erradas. Ah, se você conseguisse entender tudo o que você me causa... não estaríamos perdendo tempo....
É como uma reação química. Todos os elementos já estão no tubo de ensaio, porém aguardando o catalisador. Não importa qual é a proporção ou se a equação está balanceada. É só você entrar na atmosfera e todo o tubo de ensaio se mistura. Se agita. Se confunde. A reação ocorre rapidamente e os elementos que outrora eram distintos e pacíficos, agora não sabem mais quem é quem e o resultado da reação é desconhecido. Um simples alô é suficiente para energizar reações intensas e duradouras. Um olhar seu misterioso é igual a um dia perdido meu. Tentando decifrar o que seus olhos tentaram me dizer.... Tentando ver seu coração através dos seus olhos...
E um sorriso seu acende um fogo no meu peito que é indescrítivel. Um desejo intenso misturado com uma ansiedade. Uma chama incandescente de contradições sutis. Um frio na barriga e um calor nas mãos. Uma paranóia neurótica, um nervosismo exacerbado. Um sentimento complexo cujo nome não posso dizer...
Você passa e meu coração entra em guerra com a razão e meus neurônios parecem parar de funcionar. O único que permanece trabalhando é aquele destinado a você. Na verdade, é como um vírus que invade as células e copia o seu DNA nas células invadidas. Um segundo e há milhões de cópias. Milhões de pensamentos focados em você. Não é a toa que os apaixonados cometem atos tão estúpidos. Afinal, os neurônios apaixonados só pensam na pessoa querida. Minuto após minuto, dia após dia. E aí, descobre-se a origem daquele filtro que caracteriza tudo ao nosso redor com a pessoa em questão. As músicas ganham novas interpretações e os lugares são patrimônios históricos. Tudo é razão para recordar e sorrir ou recordar e chorar. Uma questão de escolha. Minha e sua.
E então, mais uma vez os ventos passam para desordenar o que foi organizado. Trazer o caos ao coração pacificado e transformar horas de sono em tentativas vãs de entender o que se passa na mente e no coração alheio.
Por quê gostar de alguém é algo tão terrível assim?
PS: E nem com propaganda na revista Elle eu consigo ter muitos comentários! O que me irrita é saber que tem MUITA gente que lê isso, comenta com amigos/amigas e simplesmente não comenta! Comente e me faça um pouquinho mais feliz!
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:06 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:06 AM
Quinta-feira, Abril 13, 2006
Nota do Autor: referências e traduções, no fim do texto.
Acompanhamento Musical --> Sinceramente / Cachorro Grande
sinceramente, você acertou o pulo quando me encontrou
e então o nosso mundo girou
você ficou e a noite veio trazer a escuridão
e aí então, eu abri meu coração porque nada é em vão...
Waiting.
Estou completamente perdido. Fiz tudo que estava ao meu alcance. Escrevi o texto mais lindo. Escolhi as palavras mais belas do dicionário. Criei as frases de maior impacto. Eu ganharia o Pultizer e provavelmente esse blog tornar-se-ia o blog mais famoso de todos os tempos se ele fosse publicado. Esqueça Dan Brown, JK Rowling, James C. Hunter e Lya Luft. Todos se surpreenderiam com tanta sinceridade em um só texto. Tanta beleza e tristeza; tantas lembranças boas e ruins; tantas contradições que só podem ser originadas através de um sentimento intenso, como o que eu sinto por ti. Todos saberiam de como é belo o seu sorriso; de como eu adoro sua risada; de como é perceptível quando você está incomodada e todos me invejariam por ter beijado seus lábios...
Nossa história de amor seria o Romeu & Julieta do século XXI. Com certeza, alguns anos depois, algum escritor famoso faria sonetos em nossa homenagem. O Marcelo Camelo criaria uma canção para honrar nosso sentimento ou algum outro gênio da MPB. Fantástico não?
Em menos de uma semana as filmagens já começariam. Clive Owen no meu papel e a Liv Tyler no seu. Já até imagino eu batendo um papo com o Clive, passando todas as informações, tentando injetar o sentimento que eu tenho para ele viver o papel com toda a intensidade. E tentando transmitir pra Liv todas as suas atitudes. Imagino o Clive falando: " Let´s go have some Top Sundae and make this moment last forever..." ¹ enquanto a Liv simplesmente sorri. Mentalizo os dois brigando por motivos fúteis e depois se encontrando novamente, com sorrisos sinceros. Enquanto os dois ensaiam pra viver nossa história, eu converso com o Charlie Kaufman² para ele adaptar o roteiro. Ele ri de algumas passagens e eu tento convencê-lo que aquilo realmente é sério. Verídico. "You´re kidding!" - ele diz. Mas ri e adapta. Obviamente, o filme é um sucesso estrondoso. Recordes de Bilheteria. "The best romantic movie ever since Titanic and Eternal Sunshine of the Spotless Mind" ³ - New York Times - " Se o livro foi o suficiente pra te emocionar, traga lenço ao ir ver essa obra-prima" - Veja
Então no começo do ano seguinte, Clive Owen ganha o Oscar de melhor ator. A Liv não ganha o de melhor atriz, por pura inveja da Academia. Obviamente, Kaufman leva a estatueta de melhor roteiro adaptado. Depois, os prêmios do MTV Movie Awards. Dessa vez a Liv e o Clive ganham de melhor atriz e ator, respectivamente. E levam também a de melhor beijo e de melhor par romântico. Sucesso.
É divertido sonhar...
Tento enganar minha mente. Fugir dessa agonia que domina o meu peito. Você leu o texto mais lindo. E nós conversamos a respeito. Fiz o discurso mais bonito da minha vida. Não tenho dúvidas que se houvesse pessoas perto de nós, eu receberia aplausos no fim. E então você disse que iria pensar. Mesmo depois de eu ter te surpreendido com um cartão, você ainda ia pensar. E ainda está pensando. Eu, tentando corrigir meus defeitos, evito ficar em cima de você. Mas já não tenho mais unhas para roer. A ansiedade me consome. Perdi a minha capacidade de se concentrar. Na verdade, estou é super concentrado em você. Esperando a sua resposta. Todos os meus pensamentos se desviam pra ti. Toda música que eu ouço é filtrada em busca de palavras que se encaixem na nossa história. Cheguei até ao absurdo de cantarolar músicas proibidas por mim, pois tinham a ver conosco...
E o pior de tudo isso é não poder fazer nada. Ter que aguardar. Nós conversamos de vez em quando mas ainda espero sua resposta. Estudo cada detalhe seu para ver se há alguma prévia. E quando faço isso, me desaponto. Outras horas, aumento minha esperança. Cada palavra sua é dissecada por mim em busca de indícios. Porém, não acho nada. Evito pensar no assunto e penso toda hora. Estou incapacitado de fazer qualquer coisa. Será que isso já não é prova suficiente para você perceber o quão intenso é tudo o que eu sinto por ti? E que isso é suficiente para resolver problemas, corrigir o passado para termos um maravilhoso presente?
Ah, quando o momento chegar....
Quando eu ouvir as palavras saindo dos seus lábios...
Se tudo der errado, posso até sentir uma prévia do que irá acontecer com meu coração. Sem dúvida, não faltará textos para o blog. Infelizmente..
Agora se tudo der certo...
Haverá mais e mais republicações aqui enquanto eu saboreio a minha felicidade.
Notas de Rodapé:
¹ - " Vamos tomar um Top Sundae e fazer esse momento durar para sempre"
² - Charlie Kaufman, roteirista renomado que escreveu Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Oscar de melhor Roteiro Original)
³ - " O melhor filme romântico desde Titanic e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças."
PS: eee frutos da propaganda na Elle =)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:01 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:01 AM
Quinta-feira, Abril 06, 2006
Acompanhamento Musical: Microondas / Bidê ou Balde
e o bom e velho gosto
de romance antigo
é sempre bom de recordar...
Cycle
Como é estranho pensar que a vida é um ciclo. Um ciclo de erros e acertos que se contradizem, se apóiam e se criticam. Cometemos erros ontem, hoje e provavelmente vamos cometer no futuro. A diferença é que vamos aprendendo a diminuí-los, a evitá-los. A quantidade de erros do passado reduz e tentamos aumentar os acertos do futuro. Mas a esperança alimenta a vontade de tentar e consequentemente, a chance de errar/acertar eternamente. Somos imbuídos da vontade de arriscar. Uns em maior grau, outros em menor. Mas é essência do ser humano: temos que tentar. Afinal, é errando que se aprende e acertar é um estímulo para novas tentativas.
Eu estou preso em um ciclo. Extremamente complexo. Indecifrável como seu coração. Esforço-me em entender mas não consigo chegar às conclusões propriamente ditas. Invento teorias que expliquem o modo que você me cativou pois não tenho mais a liberdade. Você me dá corda, me deixa correr. Quando começo a sentir o gosto eólico da liberdade em minha face, a corda me prende de volta. O seu esplendor me cerca como o Sol cerca a Terra. Não posso fugir. Não posso evitar. Como escapar de alguém que mora em minha mente? Que vive em meu coração? Os pensamentos são todos atraídos pelo seu poder. Como um grande buraco negro sugando tudo ao redor, assim era você no meu coração. A tristeza de ver, e não te ter, era criada pelo absorver desse buraco negro. Não tinha mais luz. Tudo eram trevas. Trevas, frio e solidão. Porém, mesmo sendo o maior clichê da História, existia de fato um raio de luz no fim do túnel. Fino, quase imperceptível. Mas que servia de guia aos olhos acostumados com as trevas. A Esperança sempre surge no horizonte para fazer os perdidos acharem seu caminho. Ou fazer com que os caminhantes se percam no horizonte...
Contudo, esse caminho não significa salvação. Nossas escolhas até ele criam o desfecho: mais trevas ou mais luz. E cabe a nós encontrarmos o caminho que queremos. Eu já escolhi. Escolhi a felicidade única que sinto ao passar alguns momentos ao seu lado. Optei por fazer você sorrir sempre e gravar cada mínimo detalhe da obra-prima que é você em meu coração, para ter sonhos perfeitos como ti. Desejei arriscar a segurança pela incerteza, o certo pelo incerto, a comodidade pela oportunidade. Porquê deixar de arriscar é deixar de viver. E viver sem você é algo completamente insosso. Preto-e-branco como um filme mudo. Há risadas mas ninguém as sente e a felicidade existe, porém tão supérflua...O que você irá escolher? Ser feliz durante alguns momentos que vão durar para sempre ou simplesmente continuar a vida sem sua melhor parte: o amor?
Passei muito tempo caminhando em trevas. Batendo a cabeça nos obstáculos que surgem no escuro, tentando ir até o ponto de luz que, de vez em quando, aparecia no céu negro. Sofri, chorei. Mas ainda tinha o mínimo de forças para caminhar. As nossas lembranças ainda sustentavam minhas trêmulas pernas. Caminhava com passos trôpegos rumo ao desconhecido graças ao brilho do seu sorriso que surgia esporadicamente para iluminar a minha mente. E perdi a conta de vezes que cheguei no ponto de luz, e percebi que o ciclo estava se reiniciando.
Porém, agora, o facho de luz aumenta. Posso caminhar com um pouco mais de segurança pois enxergo onde piso. Será que agora viverei na luz ou voltarei às trevas?
Voltamos ao início. Em que ponto do ciclo estou? Indo para luz ou voltando para mais trevas?
Só o tempo irá dizer. Somente ao analisar o passado descobrirei se foi trevas ou foi luz; erro ou acerto. E o ciclo nunca se finda. Vivemos na luz por um tempo mas as trevas são conseqüências. O grande detalhe é saber aproveitar a luz e saber voltar para ela nos tempos de escuridão.
Por isso que eu sempre volto pro seu sorriso.......
PS: Revista Elle, edição de abril, página 92 - propaganda do www.contradiction.blogger.com.br
Na banca mais próxima de você !
PS II: outro texto recauchutado !
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:40 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:40 AM
Quinta-feira, Março 30, 2006
Acompanhamento Musical --> Dá-me Ar / Toranja
Quero vento para tentar
Quero luz só para me ver
Quero olhar de frente o Sol
Até queimar...
Winds
Desisti de tentar entender o que se passa em minha vida. No meu coração, na minha mente. Eu simplesmente não posso compreender esses sentimentos confusos e complexos que se misturam coloridamente dentro de mim. Não consigo entender nada. Meus pensamentos voam, se chocam, voltam a correr e se colidem. Explodem como fogos de artifício no Revéillon . Sinapses ocorrem atrás de sinapses mas não há resultado algum. Não sei o que fazer ou se devo fazer. Cheguei à um estágio onde tudo parece sem solução, onde cada ato meu parece trazer uma consequência desagradável e me obriga a viver por inércia, deixando a vida me levar totalmente sem vontade, sem força, sem o que fazer para mudar tal situação. Eu preciso sair dessa areia movediça, você vai me estender a mão?
De todos os pensamentos que confundem o meu ser, os principais são aqueles que dizem a respeito de você - porquê são muito mais do que um único pensamento. É, você mesmo. O que eu sinto por você está longe da minha compreensão. Não há definição e não há palavras que o transcreva. Meus sentimentos por ti são carregados pelo vento. Há vezes que o vento traz esse sentimento maravilhoso que me fez viciar em você e outrora, os leva embora, deixando em troca todos os problemas que tivemos juntos e a amargura que se instalava no meu peito.... E também, traz o medo maior de que você se afaste de mim..
Quando já acabaram as minhas esperanças, você sempre diz algo que me reconforta. Que me dá forças para levantar e continuar essa peleja contra mim mesmo. Mas, nessa situação conturbada que vivo, não sei se interpreto corretamente o sentido das suas palavras. Será que essas palavras que me perturbam, por serem ambíguas, foram ditas com o significado que eu almejo? Ou será que elas são dotadas do significado que me lança por terra? São palavras carregadas de qual sentimento? Amizade, afinidade, amor, desejo, ocasião, piedade? Ou será todos? Dúvidas e mais dúvidas são levadas por essa ventania que me assola. Um temporal de pensamentos confusos. E toda essa catástrofe climática resolve-se através do seu sorriso. Sempre ele.
Falta-me a coragem de tentar. A audácia de perguntar tudo que eu preciso saber. Sofro com o meu silêncio e temo as suas respostas. Não sei se as minhas chances são palpáveis ou se são iguais à de vencer a MegaSena. Será o futuro agradável e o presente maravilhoso ou repetiremos os erros do passado? Será que você vai querer arriscar novamente para tentarmos ser felizes por mais tempo? Tantas dúvidas e talvez eu nunca descubra as respostas.... Mas o que mais me impressiona é essa hipocrisia que nosso silêncio acarreta. Não sei se você sabe ou ao menos tem idéia do que está acontecendo comigo, pois fingimos que nada acontece e que tudo está perfeitamente bem. Porém, será que você percebe o verdadeiro significado e escolhe a falsa opção, pelo fato dela amenizar as conseqüências e os prováveis danos aos nossos corações? Ou será que talvez, você aceite a opção que eu planejei, mas eu não descubro pelo medo ínfimo de tentar? Odeio quando isso acontece. Detesto quando não sei se você está falando sério e sabe o efeito que isso causa em mim. Suas palavras são entorpecentes para o meu coração! Cada eu te adoro dito é um passo que ele dá em direção ao desconhecido. Será o raiar do Sol ou a penhasco?
Não me culpe por isso. Sou inocente! Juro que você entrou nessa ala proibida e fragmentada do meu coração sem eu pedir. O que eu faço? Meu Deus, me diga, o que eu faço? Tento? Converso? Confirmo as minhas certezas de que não importa o que eu faça, tudo vai ser em vão? Jogo fora as experiências passadas e reconstruo os meus sonhos? Será que nós complicamos algo tão simples ou essa simplicidade que é complexa? Por quê gostar de alguém é um sentimento tão paradoxal?
Ventos. Todas essas dúvidas se assemelham aos ventos que vêem e passam. Destroem tudo com a sua velocidade e sua força, mesmo que nós não os possamos ver. Escutamos o barulho da liberdade eólica enquanto contemplamos a sua devastação. E é assim que eu estou. Sendo devastado aos poucos por esses ventos. Não sobra pedra sobre pedra. Todos meu sentimentos e pensamentos são carregados pelo vento. Tudo que fica é amargo, ruim de se ver. Mas como sempre, a bonança precede a tempestade. E sempre, mas sempre, a bonança vem através do seu sorriso que me dá forças para reconstruir tudo que foi arrasado e esperar mais uma vez, pacientemente nesse ciclo infinito, os ventos que vêm destruir o que eu construí...
PS: adorei os coments do post passado, thanx a lot.
Esse texto... é recauchutado eu diria =P
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:12 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:12 AM
Quinta-feira, Março 23, 2006
Acompanhamento Musical --> Retrato Para Iaiá / Los Hermanos
numa moldura
clara e simples
sou aquilo que se vê...
Mirror
Quem nunca odiou ser si mesmo?
Quem nunca olhou no espelho e pensou: "eu quero ser outra pessoa"?
Quem nunca teve inveja de outras pessoas por acharem que elas são felizes?
Quem nunca dormiu e desejou, sinceramente, acordar diferente do que era antes de dormir?
Creio que esse é um pensamento corriqueiro na mente de pessoas com problemas pessoais... Todos nós passamos por momentos de auto-análise e principalmente, de auto-crítica. Revemos tudo o que nós somos e pensamos que somos; analisamos tudo o que queremos ou achamos que queremos; traçamos planos que nós sabemos que fracassarão em um futuro próximo e a única conclusão de toda essa crítica própria é a decepção. De repente, o reflexo no espelho é a última coisa que nós desejaríamos ser. E é a única coisa que nós temos certeza que somos. Por mais angustiante que seja, nossa imagem está ali. À espreita ou nos encarando. Sempre presente. E o resultado definitivamente não é satisfatório...
Quando olho o meu reflexo durante um desses processos de auto-análise, eu odeio tudo. Odeio meu cabelo, meus pés e meu sorriso; odeio todas as peças do grande mosaico contraditório que sou; odeio tudo o que eu quero e todas as perguntas que eu não sei as respostas. Olho meu reflexo e queria poder ter um lápis para acertar algumas coisas. Às vezes, tenho a doce ilusão de que se pudesse mudar minha aparência física, talvez alguns problemas pessoais seriam resolvidos de outra maneira. Então quisera eu desenhar em cima do meu reflexo e sofrer as alterações.... Seria tão prático! Uma espécie de Photoshop real. Todos com rostos plastificados, sorrisos falsos e uma suposta felicidade.
(Pera aí. Acho que já acontece isso...)
Mas é óbvio que o problema não é externo, e sim interno. E isso só piora as coisas. Não há lápis ou caneta que atinja o âmago da nossa alma. Não há borracha que chegue até nosso coração e apague tudo o que fizemos ou deixamos de fazer. Não há nada. Só nos resta contemplar o reflexo e desejar que tudo fosse diferente! As características internas permanecem intocáveis. Só se projetam através do brilho do nossos olhos: ofuscam quando a alma está feliz e se apagam quando só há tristeza nos seus corredores.
E durante essa crise interna, todas as outras pessoas ao nosso redor parecem ser as pessoas mais felizes do mundo. Qualquer um causa inveja. Admiração. A felicidade deles parece tão intensa, tão viva enquanto os que sofrem de decepção própria caminham como pessoas perdidas na multidão. Sem a luz própria que emana das pessoas felizes. Então, surge o pensamento. Surge a vontade de ser o outro, de trocar de vida. Como se nós pudéssemos trocar de mente com outra pessoa e viver a tal vida dela por um tempo. Ter certeza que ela realmente é feliz. Tirar férias dos nossos problemas e só voltar depois que estivermos descansados....
Óbviamente isso não acontece. No fundo, no fundo, todos nós sabemos que não adianta trocar de vida pois todos tem problemas. Uns escondem muito bem, outros estampam isso no rosto. Fugir só adia a resolução do problema. Então não há solução? Não...
Só nós podemos resolver nossos próprios problemas. Sim, nós mesmos. Você e o seu reflexo, você e essa pessoa que está te encarando no espelho. Você pode tentar mudar suas características físicas, pode melhorar suas qualidades internas mas seu reflexo continuará te vigiando. Para ter certeza que você não vai fugir. Para assegurar que você vai lutar e resolver seus problemas. E nem pense em quebrar o espelho, afinal, os cacos de vidro ainda refletem partes de você.
Se não podemos trocar de vida, só nos resta consertar a nossa.
Olhe bem para seu reflexo. Olhe nos seus olhos.
Faça um tratado de paz com a pessoa que está te encarando. Ela vai estar presente em todos os momentos da sua vida e é capaz de te ajudar a resolver qualquer problema que surja na sua vida.
Afinal, quem não está bem consigo mesmo, não está bem com ninguém.
Quem não aceita a si próprio, não aceita o próximo.
E se não existe felicidade no seu reflexo, como você quer achá-la em outra pessoa?
Reflita. Mude. Acredite.
Depois que você aceitar tudo isso, com certeza serão as outras pessoas que vão querer ser você.
PS: texto... diferente ?
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:03 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:03 AM
Quinta-feira, Março 16, 2006
Acompanhamento Musical: Além do que se Vê / Los Hermanos
é preciso força
pra sonhar e perceber
que a estrada vai
além do que se vê...
Phantoms...
O dia-a-dia de um relacionamento é fantástico. Delicioso. Cada momento passado juntos nunca é gasto ou desperdiçado, e sim aproveitado. Os beijos ficam na memória e os sorrisos são gravados no coração. O perfume da pessoa querida paira no ar mesmo quando estamos distantes...O mundo é tão colorido e os sonhos são tão fáceis de realizar! Tudo é possível quando se gosta de alguém e o sentimento é recíproco. Não há obstáculos, não há problemas insolucionáveis. Basta um abraço e a paz surge no coração; um beijo já acarreta sorrisos e a felicidade é conseqüência natural de todos esses atos. A saudade é uma mera figurante nesse filme onde o Amor atua e sempre - com merecimento - leva o Globo de Ouro e o Oscar....
Porém, quando o relacionamento termina, a dor que surge parece ser insuportável. Cada pensamento é tão dolorido...A falta que a pessoa perdida faz é gigante. Aparentemente, há um abismo entre nós e a felicidade...Nossa alegria é sugada enquanto as lágrimas molham os rostos e a solidão começa a roubar, lentamente, o papel principal. As luzes dos holofotes focam em sua atuação e as câmeras fazem um close na tristeza que se esconde atrás de cada riso...
Essa cena dura até o momento em que o Tempo grita: "Corta!" e bate outra claquete. Daí em diante, estamos teoricamente prontos para continuar nossas vidas e continuar a procurar outra pessoa. Repito, teoricamente.
Escrever sobre tudo isso é muito fácil. Mas esquecer é uma tarefa muito mais complexa. Mesmo que o relacionamento já tenha sido superado, sempre há os fantasmas que assombram o coração e impedem que nasçam novos sentimentos. Pensando bem, retiro esse "impedem" e o substituo por "dificultam". Se surge a possibilidade de um novo relacionamento, rapidamente e instintivamente, o comparamos com o anterior. Medimos as palavras, vemos as situações . Reparamos nos erros cometidos e colocamos tudo na balança. Será que vai valer a pena? Será que vai dar certo? São tantas dúvidas, tantos receios... O medo que o passado retorne tende a complicar que nós vivemos o presente e construimos o futuro. Mas só a complicar.
Acredito que sempre valha a pena tentarmos algo novo. Somos pessoas diferentes e mais experientes. A chance de fracassar é menor... Lógico que tudo isso seria mais fácil se não houvesse os fantasmas. Ah, como seria!
Tudo seria mais fácil se eu não lembrasse do passado cada vez que ando pelo centro e vou até o Mc Donald´s almoçar, por exemplo. Lembro tão vivamente cada lugar em que paramos para nos beijar, cada loja que observamos as vitrines.... Me recordo das suas risadas ao ver que eu comprava seu pedido favorito - nº 08 - e depois, de tomarmos um divino Top Sundae juntos. Sentados lado-a-lado. Com a mesma colher. Um gesto tão simples e tão íntimo! Um mero detalhe em uma história mas com um grande significado.... São tantos bons momentos que eu nunca vou esquecer. São representações da felicidade. Pra quê jogar isso fora junto com os sentimentos ruins?
A vida continua. Os momentos que passamos juntos permanecem vivos e reais dentro de mim, mas pertencem ao passado. Não há mais dor ou lágrimas quando penso em nós. Os nós já foram desfeitos... Confesso que ainda há um leve aperto no peito, porém você já está fora de cena. Há novas atrizes e o roteiro mudou. Não tenho certeza se o final desse novo filme será feliz mas sei que todo o percurso trilhado até o fim será muito feliz. Acredite. Enquanto isso, dialogo com a solidão e vejo a Esperança atuar nos bastidores. Aos poucos, a saudade sai de cena e os fantasmas são exorcisados. Novas cenas, novas claquetes, novos diálogos dignos de premiações....
Por mais que eu busque coisas novas, desejo sinceramente que, se houver final, que seja aquele tão conhecido por nós todos:
e foram felizes para sempre....
PS: pq tudo é tão complicado?
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:02 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:02 AM
Quinta-feira, Março 09, 2006
Acompanhamento Musical ---> Dois Barcos / Los Hermanos
pode ser da vida acostumar...
será?
morena, sobre estar só
eu sei
nos mares por onde andei, devagar
dedicou-se mais o acaso a se esconder
e agora, o amanhã cadê?
Dreams...
Eu me assusto a cada dia que passa com minha fragilidade. Pouco a pouco, vou delineando as características que me formam; passo a conhecer as minhas qualidades e os meus defeitos; mapeio minhas contradições (e acreditem, não é jargão do blog, são muitas). Começo a formar um painel chamado Daniel. Acho as peças do mosaico e monto o quebra-cabeça. E mesmo assim me surpreendo com tudo o que faço, sinto e espero. Não consigo controlar meus sentimentos e sofro algumas conseqüências por causa disso. Justamente é uma dessas conseqüências que incomoda minha mente e meu coração...
Uma mera casualidade. Uma simples troca de palavras, de cumprimentos. E você encerrou o momento dizendo "eu te ligo". Agora, após o momento da euforia, minha razão ri e aponta que tais palavras são.......apenas palavras. Uma formalidade. Uma forma de se despedir. É fácil racionalizar isso após tudo ter passado. Porém, no instante em que as palavras foram processadas por meus ouvidos, meu coração acelerou. Doce ilusão... Ouvir você dizer "eu te ligo", como se tudo estivesse bem como antes, traz à tona a esperança de ficarmos novamente juntos. Mesmo que eu não tenha certeza se realmente desejo isso, meu coração se entorpeceu com essas projeções. "Eu te ligo"... como você sempre dizia antes e nunca ligava. Não por negligência, mas sim, porque eu ligava antes. Não aguentava a saudades, não suportava ficar um dia sem ouvir a sua voz. Fazer você rir era um tópico essencial do meu dia-a-dia e com certeza alegrava a minha alma. E agora tudo isso se foi. Nossa culpa. Minha. Sua. De todos. De ninguém. E escutar essas palavras permitiram que meu coração sonhasse novamente. Agora vejo minha razão apontar e rir. Como um sentimento pode ser tolo a ponto de acreditar que isso era verdade? E eu ainda fiquei com o celular ligado o dia inteiro aguardando sua ligação.... e nada. Nem uma mensagem de texto, nem um toque. Óbvio. Não existia razão de acreditar que isso iria acontecer. O sonho acabou, acorde Daniel, acorde. Não há cinema juntos no final de semana ou amassos longe do trabalho. Tudo isso acabou. Nós colocamos um ponto final nessa história, então por favor, não sonhe mais...
E a esperança ainda é o meu principal ponto fraco. Bastam algumas palavras e minha imaginação alça vôo. Você diz que vai me ligar e eu penso se é possível nós voltarmos. Já penso no que vou lhe falar, nas palavras mais bonitas para te reconquistar e te convencer que nós podemos ficar juntos por mais tempo. Mesmo que no fundo eu não acredite nisso, meu coração insiste em tentar me fazer crer que isso vai dar certo....
Mas minha razão vence essa luta e eu sei que isso não vai acontecer. Depois que o efeito entorpecedor de sua voz passa, meu coração se acalma e reconhece a derrota. Você não vai voltar. Eu não tenho certeza se quero que você volte, depois de tudo o que aconteceu.... O que vale mais? Passar um dia de felicidade e seis de tristeza ou sete dias de solidão?
E para mim, após todo nosso relacionamento, todos os sonhos traçados juntos, todos os momentos de felicidade e tristeza, todas as risadas compartilhadas, todos beijos, abraços e carinhos, enfim, após tudo tudo tudo o que passamos, sentimos e dividimos, até mesmo após esses sonhos momentâneos e efêmeros, a única coisa que me resta é a solidão.... Quando as luzes se apagam, os atores se retiram, os aplausos se cessam, a cortina abaixa e o dia se encerra, é ela que aparece para fazer companhia na noite escura...
Como sempre.
PS: texto do começo de janeiro. Gastei minha criatividade com algo, que se der certo, vocês ficarão sabendo em abril. Em todo território nacional ;)
PS II: apontem para a fé. E remem.....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:04 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:04 AM
Quinta-feira, Março 02, 2006
Nota do Autor: qualquer semelhança com a realidade é uma mera coincidência.
Acompanhamento: Empty Apartment / Yellowcard
it´s not me, you´re not listening / não sou eu, você que não está escutando
now can´t you see / agora você não consegue perceber?
something is missing / algo está faltando
you forget where the heart is.../ você esquece aonde está o coração...
Dialogue
- Então é isso?
- Sim...
- Você me fez vir até aqui...para isso?
- Eu queria te falar pessoalmente...
- Pra quê? Você tem prazer nisso?
- Não, lógico que não..
- Você me fez vir até aqui pra me ver chorar? Pra destruir o mundo que nós construímos juntos durante essas semanas, em só um minuto?
- Você sabe que não é bem isso..
- Como não? Todas aquelas frases que você disse...todos os "eu te adoro muito" perderam seu significado agora! Você simplesmente jogou tudo isso fora! Isso porquê você tem medo de ser feliz! Medo de arriscar e descobrir que vale a pena sofrer hoje, pra ser feliz amanhã e depois e depois e depois e depois....
- Mas...
- Sempre há um mas. Sempre. E se você parar em cada mas que surgir, você vai continuar sua vida assim. Fugindo de todos obstáculos que aparecerem em sua vida. Com amizades que se vão pois seu orgulho não permite reconhecer erros. Com relacionamentos que não passam de 3 meses pois você tem medo de mudar.
- Isso não é verdade!
- Lógico que é! Não sei se eu que sou muito tolo mas eu ainda acredito nas suas palavras. Olhe nos meus olhos e diga que você não gosta de mim.
- Eu..eu...gosto de você.
- E quem gosta não pode mudar? Quem gosta não está disposto a fazer sacrifícios pelo outro?
- Sim, mas nesse caso é diferente...
- Por quê?
- Você sabe que nós não vamos dar certo!
- Não, não sei. Não posso prever o futuro. Não sei o amanhã, assim como eu não sei o minuto seguinte. Se as probabilidades são de 99% de darmos errado, isso significa que há 1% de darmos certo. E sim, eu estou disposto a arriscar tudo por esse mísero um por cento. Sabe por quê?
- ...Sei.
- Então me diga.
- Porque você gosta de mim.
- Corretíssimo. E como eu insisto em acreditar que você também gosta de mim, você acha que desistir é o certo? Só porque chegamos em um obstáculo? Só porque temos diferenças que podem ser acertadas se você estiver disposta a mudar? Você acha justo jogar fora tantos momentos bons, tantas risadas juntas, tanta alegria que nós sentimos por causa disso?
- As coisas não são assim tão simples, você sabe.
- São sim, você que insiste em complicar. Cogita todas as possibilidades de fracasso e refuta as de sucesso. Provavelmente você já deve ter outra pessoa em vista, mas eu sei que essa pessoa também não vai ficar com você por muito tempo.... O começo será perfeito, surgirá uma briga, uma leve discussão aqui outra acolá. E aí vai surgir um obstáculo e você vai fazer tudo isso de novo. Vai correr. Vai virar as costas e ir embora pois você teme mudar. Você teme mudar sua personalidade e descobrir que eu estava certo o tempo todo.
- Droga, não me faça chorar. Tá vendo! Você merece alguém melhor que eu.
- Ah não. A pior frase do mundo em um fim de relacionamento! Quem disse que eu preciso de alguém melhor que você? Talvez eu até mereça mas você diz pois tem receio de ser feliz. Pare um segundo e lembre de um momento nosso. Nós nos beijando perto da fonte, enquanto você segurava o cartão que eu tinha acabado de te dar. Olha aí, você sorrindo ao lembrar. E você acha que vale a pena desistir porque somos diferentes?
- Aiai...
- Nossas diferenças fizeram esse momento bom. Assim como fizeram os ruins. Se conciliarmos as diferenças, podemos aumentar a quantidade de bons momentos. É só você querer.
- Eu não posso decidir assim.
- Você decidiu me abandonar assim.
- Eu não quero arriscar...eu sei que sou assim, e provavelmente vou me arrepender depois de não ter mudado, mas...
- Então é isso. Vá. Continue assim. É uma pena dizer isso mas eu sei que vai chegar uma hora que você verterá tantas lágrimas que vai se lembrar da nossa conversa. Vai se lembrar de mim. Mas aí vai ser tarde demais...
- Por quê tarde demais?
- Simples. Quando esse momento chegar, eu vou estar com outra que não teve medo de desistir. Quando esse momento chegar, espero que você já tenha aprendido o verdadeiro valor da felicidade.
- Ué, pra quê?
- Pra você sentir muita inveja ao me ver feliz.
PS: fim de um diálogo do passado....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:04 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:04 AM
Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
Acompanhamento Musical ---> Sentimental / Los Hermanos
de tanto eu te falar, você subverteu
o que era um sentimento e assim fez dele razão.
pra se perder no abismo que é pensar e sentir...
Words
E suas palavras não param de ecoar em meus ouvidos. Ouço-as nitidamente. Tão simples e tão poderosas! Ecoam em meus ouvidos assim como rasgam meu coração. Parece até que eu gosto de sofrer, mas não consigo parar de escutá-las dentro de mim. As frases repetidas e a dor... constante. Meus olhos se enchem de lágrimas enquanto eu tento afastar tais pensamentos. Tento colocar suas palavras para longe de mim mas você vive no meu coração! Como fazer isso? Como um disco riscado, ouço-as repetidamente. São palavras pontiagudas. Afiadíssimas. Cutucam as feridas abertas e abrem novas. E eu já não tenho mais band-aids para colocar em meu coração. Não há nada que estanque o sangue. Não há nada que pare minhas lágrimas. Cada palavra sua me tortura, me confunde. E eu já não sei mais nada sobre o amanhã. Penso em nossas conversas anteriores e encho-me de esperança. Faço você sorrir e acredito que tudo pode voltar a ser como antes. Se éramos felizes juntos - mesmo com problemas - por quê não repetirmos isso? Há momentos ruins, mas eu prefiro lembrar só dos bons. E quando conversamos, quando rimos, quando sorrimos juntos, são eles que permeiam minha mente. Passo a acreditar que o futuro vai ser feliz se mantermos essa felicidade viva. Se lutarmos juntos para superar as diferenças e vivermos bem.....
Me iludo ou será que isso é possível? Mas agora suas palavras ecoam e conturbam meus pensamentos. Os planos traçados foram borrados com minhas lágrimas e eu não sei mais nada sobre o amanhã. Não que eu soubesse algo, mas perdi as direções. As placas sumiram, as trilhas se apagaram... Não há estrelas no céu para eu me orientar e perdi minha bússola. Seu sorriso guiador sumiu lentamente no céu negro...E eu me perdi. Mais uma vez........
Não consigo te entender. Tentei fazer isso de inúmeras formas mas você é incompreensível. Será que somos tão diferentes assim? Somos os dois extremos? Os opostos se atraem e se complicam? São tantas dúvidas, tantas perguntas.... Tantas palavras que eu peso e verifico se eram verdadeiras. E o pior de tudo isso não é se perguntar. É não achar as respostas! Penso em quase todos os momento em nós e não sei esse termo ainda existe. Há um nós? Haverá um nós no amanhã? Os únicos nós que encontro são os formados em minha mente. Seu sorriso embaça minha visão e suas risadas ecoam distantes em mim...... Suas frases torpes agora dominam o que eram palavras doces. O fel se mistura com o mel e proporciona uma sensação desagradável dentro de mim. Dou risadas frias e curtas enquanto meu ser se contorce. A tristeza ganha espaço a cada segundo enquanto não decidimos se há futuro no amanhecer. Por quê sentir e pensar é um abismo tão fundo?
O pior é que só me resta uma coisa. Aguardar. Esperar o tempo. Definhar lentamente enquanto suas frases me torturam e minha esperança resgata os momentos bons. Contradições atrás de contradições.... Grãos de areia contados um a um na ampulheta. Segundos que se arrastam no tempo. Enquanto aguardo o que virá....
O amanhã não nos pertence.
Mas nos pertence a chance de mudarmos o hoje e irmos na direção do amanhã com um objetivo: transformar as palavras ásperas em veludo.
PS: i´m addicted. I need comments! !!!!
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:08 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:08 AM
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
Nota do Autor: Há um tempo atrás, eu passei por uma determinada fase em que quis racionalizar o amor. Quis transformá-lo em uma fórmula matemática para assim - ao descobrir os seus segredos e substituí-los por símbolos matemáticos - reproduzi-lo nas pessoas do meu interesse. Afinal, se eu conheço tudo o que é necessário para criar o amor, fica fácil inseri-lo no coração de alguém. Sei que ler isso parece um tolo sonho de criança. Não nego que talvez seja. Mas depois de descobrir que isso era impossível, desisti da idéia.... Contudo, como eu sou uma pessoa que tem grandes dificuldades em colocar finais nas histórias do passado, essa idéia voltou a me atormentar. Eu preciso aprender logo o significado do ponto final e que epílogos ou post scriptuns nem sempre são soluções....
Acompanhamento: Everything to Me/ Rock Kills Kid
You make me want to believe
in you and me
´cause you´re everything to me
and I can´t explain why
you and me make sense in my head...
Math Love
O maior problema do amor é que quando você o racionaliza, ele se torna tão simples! É uma mera equação matemática envolvendo sentimentos. Não há sequer variáveis. É uma equação, sem hipérboles ou parábolas. Pegue o elemento A e adicione carinho, prazer, valorização, fidelidade, amizade, alegria, risadas, felicidade, romance. Multiplique isso por B, a outra pessoa no relacionamento. Eleve tudo ao quadrado. Subtraia a saudades, as brigas inúteis, a decepção e divida tudo pelo tempo. Pronto!
[A.B + (sentimentos bons)]² - (sentimentos ruins) = A m o r.
-----------------------------------------------------------------------
Tempo
Numa simples fórmula, é possível perceber quase todos os sentimentos inseridos em um bom relacionamento. Ou em um que deveria ser bom. Se nos limitarmos às expressões matemáticas, esse sentimento super-complexo torna-se super-simples. Pertence ao universo dos Reais. Nem sequer é um número complexo. Quem me dera se tudo fosse assim tão racional!!
E quando você o sente, tudo se complica. A lógica matemática desaparece, os números virão incógnitas e não tem como você descobrir o resultado. Os elementos adicionados se misturam, trocam de universo, são complexos e não são, têm raízes e não tem. Alguns elementos são imaginários enquanto outros são tão reais que deixam marcas no nosso coração. A fórmula simplesmente deixa de funcionar. Os doutores do saber coçam a cabeça e não conseguem explicar o que acontece. "Isso não deveria ser assim! É inexplicável! Foge dos padrões matemáticos! O que Einstein diria sobre isso? Ou Baskhara? Oh!" - dizem durante uma reunião de todos os matemáticos do mundo¹. Mudem a fórmula, troque as operações! Subtraia, divida, multiplique, eleve a enésima potência e tire a raiz quadrada. Coloque o amor no conjunto dos Reais, dos Naturais, dos Complexos e você vai descobrir que ele não pertence a nenhum deles. Ache todos os resultados possíveis e descubra que quando você acha que descobriu o resultado você não sabe se ele está certo ou não. A única forma de descobrir depende do tempo e ele é variável. Amanhã você pode achar que tudo deu errado e após um ano descobrir que a equação estava certa e tudo foi fantástico.
Esse é o amor. Não existe prova real. Não dá para substituir X pelo resultado e confirmar se realmente tudo está correto. Ele muda. Ele se transforma. Ele não se define. Ele pertence ao universo dos Naturais, dos Reais e dos Complexos. É natural amar; tudo que ele proporciona é real e ele é, indubitavelmente, um sentimento mais do que complexo. Ele nunca vai ser uma fórmula matemática. Nunca.
E assim encerro essa idéia. Desisto de aplicar fórmulas para criar o amor. Mesmo relutante, deixo que o sentimento fique à mercê do Destino.
Só peço que ele tenha misericórdia de nós.
¹ - sabe aquela reunião que determina o rumo da matemática? Que define a existência de raiz de número negativo, que um número primo é divisível só por ele mesmo e por um etc? Aquela reunião que você sempre pergunta: "eles não tinha mais o que fazer em vez de definir esse tipo de coisa?" Então, essa mesma.
PS: tradição! Thanx pelos comments =)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:12 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:12 AM
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
Acompanhamento: The Space Between / Valencia
don´t forget about the blue skies
sunrise and all the space between
it´s amazing how a girl like you
can affect a guy like me.
all the pictures, memories
and all the time we had...
Again
É curioso como a vida é engraçada. Cíclica. Se bem que não tenho certeza se ela que realmente é cíclica ou se sou eu que insisto em cometer os mesmos erros. Ainda não consegui achar a resposta. Porém, tenho pensado muito no assunto ultimamente.
Quando me vi aqui, sentado na mesma calçada que sentei ano após ano, esperando você sair do trabalho para nós irmos embora juntos, repassei todos os nossos momentos diante dos meus olhos. Lembro de tirarmos fotos juntos no celular, e de você deletar todas, justificando que não tinha ficado bonita. E eu falando no seu ouvido que você sempre, mas sempre, fica linda. Ainda mais de óculos.
Lembrei do dia em que fomos a fármacia só para você se pesar e dizer que estava acima do peso. E eu me recordo de dizer que se todas as garotas acima do peso tivessem o corpo maravilhoso que você tem, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver. Lembro de nós irmos comer Petit Gateau - a sobremesa contraditória - e nos deliciarmos com cada colherada de chocolate quente e sorvete de creme. Você reclamando que iria engordar e eu pedindo pra você aproveitar o momento. Uma delícia para o paladar e para a visão. Um tesouro para o coração.
Lembro de nossas brigas, lembro de quase chorar no ônibus e depois derramar as lágrimas em casa. Lembro das cartas enormes que eu te escrevi e nunca obtive respostas. Lembro das mentiras, das verdades e das frases não-ditas. Lembro das mensagens recebidas... ("Demorou tanto tempo...") Lembro de todos os momentos em que te fotografei com meus olhos para ter lindos quadros seus nos meus sonhos. É impressionante ver nossa história com tantas idas e vindas. Tantos recomeços e nenhum final. Páginas que nunca terminam. Parágrafos atrás de parágrafos. Palavras cheias de sentimentos bons e ruins caracterizam nossa história. E o único final que nos cabe coincide com o único clichê que vale a pena viver: ser feliz para sempre. Juntos.
Óbvio que nunca esqueci o seu sorriso. Cada momento desse foi agraciado com diversos sorrisos seus. Talvez seja por isso que eu esteja aqui novamente, esperando você sair. Irritando o destino. Ha, eu o desafio! Tentando transformar um erro em um acerto. No maior acerto. Agora que você teve uma mudança brusca na sua vida, penso se chegou o momento de nós ficarmos juntos definitivamente. Não cabe a mim decidir isso. Talvez não caiba nem a você. Mas será que chegou o momento? A dúvida persiste e só o tempo trará a resposta. Quem já leu esse capítulo do livro provavelmente me acusará de louco por tentar tudo novamente. E eu respondo: quem vive sem arriscar, não vive. Qual a graça de viver sem quebrar a cara? Cada lágrima derramada faz a cotação do riso subir assustadoramente. Errar faz parte do aprender. Errar diversas vezes no mesmo assunto pode significar duas coisas: ou ainda não aprendemos ou queremos, do fundo do coração, que isso dê certo. E a história pode acontecer de novo, pois mesmo que o enredo seja o mesmo, as personagens mudaram. O tempo passou. Amadureceram. Choraram mais, riram mais, cresceram mais. Responsabilidades maiores apareceram, mudanças aconteceram e ninguém é mais o que foi ontem. Por isso arrisco. Por que quero viver. E aprendi que viver sem esse sorriso fantástico que vislumbro em meus sonhos não é agradável o suficiente. Então arrisco. Se quebrar a cara de novo, venho aqui e transformo minha amargura em palavras. Se tudo finalmente der certo, venho aqui e transformo minha alegira em um convite. De noivado, de casamento, de aniversário de namoro, sei lá. Mas convido todos a compatilharem da minha felicidade. Afinal, se vocês compartilham a minha tristeza, é justo que tenham direito de saborear um pouco da minha felicidade - O todo eu guardo para mim...
Mas mesmo assim, é estranho ver essa calçada com os pingos de sangue deixados pelo meu coração durante esse longo trajeto até o seu. Vejo embalagens de band-aids jogadas, esparadrapos sujos e algodões dentro da cesta do lixo. E mesmo assim aguardo sorrindo. Não sei se é o seu perfume - D & G - que me entorpece ou se é o seu sorriso que me enfeitiça. Não sei se realmente quero saber. Sei que quero deixar traços do seu perfume em mim e ser motivos para te fazer sorrir quando não estiver presente. Quero ouvir você me contar que perguntaram o por quê de tantos sorrisos espontâneos.... e você nem se preocupar em responder, somente sorrir ainda mais, menear a cabeça com um ar de tranquilidade. E sei que quando conquistar tudo isso, cada gota derramada de sangue ou de lágrima, cada cicatriz deixada no meu peito, cada carta rasgada e palavra desperdiçada, vai ganhar um sentido. Vai ter um valor. A partir deste momento, a tristeza será pífia e corriqueira, os problemas serão tão simples, a saudades será amiga, a esperança companheira e nada vai poder vencer nosso amor.
Nada.
PS: lalala tô enferrujado! não consigo escrever bem mais =/
novo layout !
aquele era muito depressivo, pesado e simples.
esse tem um ar de tristeza e beleza, um olhar triste....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 9:42 PM Almas Generosas:
____________________________ 9:42 PM
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
Ler ouvindo Condicional do Los Hermanos
Life...
Estavam os dois sentados, um em frente ao outro, com os olhos fixos enquanto os corações tremiam por dentro. Ambos sorriam porém existia uma grande ansiedade no interior de cada um. A luz das velas não era capaz de iluminar as trevas de cada coração. Ele não sabia o que ela queria conversar e se torturava para decidir o que falar. Ela, preocupada em não ferir nada, pensava em quais palavras ia escolher para resolver a situação. Um caso delicado. Assim como todos os casos que envolvem sentimentos, seja lá qual for o tamanho deles.
Ela suspirou, reuniu toda a coragem que havia em sua volta, e disse, de forma desapaixonada:
- Não sei muito bem como começar, mas há certas coisas que me incomodam..
- Em todo relacionamento há. - foi a resposta dele. Uma frase contida, mas era possível sentir as palavras tremularem no ar.
- Sim, mas no nosso, são detalhes que me irritam.
- Os detalhes são importantes mesmo. Eu também me irrito com algumas coisas.
- Tudo bem, mas me deixe falar. Você não pode ser do jeito que você é.
- Como assim?
- As suas atitudes acabam me transtornando. Eu não sou como você.
- Graças a Deus. Eu realmente sei que tenho uma personalidade peculiar, porém, tento transformar isso em coisas agradáveis.
- São agradáveis, acredite! Mas ultimamente, isso não tem me feito tão bem...
- Creio que eu me senti pior....
- Então, como eu pensei. Daí tive a idéia de nós conversarmos. Você precisa mudar.
- Você também.
- Talvez. Mas você precisa mudar agora. Nós vamos nos prejudicar se continuarmos nessa situação.
- Você gosta de mim? - perguntou ele, sorrindo de forma inesperada.
- Gosto.
- Quando se gosta de alguém, não se pode mudar pela pessoa?
- Sim, em algumas situações é poss´....
- Em algumas? - disse ele, interrompendo a frase que mal saíra dos lábios (doces....) dela.
- Sim...
- E essa não é uma dessas situações?
Alguns segundos de silêncio. Aqueles segundos que os ponteiros não registram e o universo deixa de contar...
Então, ele se aproximou. Procurou os lábios dela e deu-lhe um beijo intenso. Como todos os outros que ele dera anteriormente. Sentindo de forma veemente cada momento em que eles estavam juntos...
O mundo parou e o céu contemplou silenciosamente a energia intensa gerada por esse beijo. Como se os sentimentos corressem por ambos os corpos criando uma aura deliciosa. Amarga, porém deliciosa.
Eles se afastaram. Então, ele sorriu, como alguém que sente-se aliviado após ter tirado um grande amargor de dentro de si e disse, com uma voz cheia de emoção e um leve brilho nos olhos:
- Obrigado por tudo o que você me proporcionou, mas infelizmente, isso aconteceu no momento errado. Não me arrependo de nada do que fiz ou deixei de fazer, mas não posso continuar com algo que vai me prejudicar e que não vai fazer diferença alguma para você. Adeus querida, vou ser feliz.
Então, ele levantou da mesa, colocou o dinheiro do restaurante embaixo do vaso com a rosa, apagou as velas com um assopro e saiu.
PS: só no Lonely Contradictions as coisas começam com um final.
Bem vindos de volta
Joel Barish jogou fora sentimentos às 9:11 PM Almas Generosas:
____________________________ 9:11 PM
Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
Ler ouvindo Helena do My Chemical Romance
Enough
Não sei vocês mas eu ainda sou um ser humano. Tenho meus limites e sei até onde posso levar algumas coisas. Conheço pouco de mim, mas não tenho dúvidas quanto a capacidade do meu ser para viver. Me esforço ao máximo para suportar diversas coisas além do que poderia aguentar; procuro sempre agradar as pessoas pois assim como eu não quero ser decepcionado, eu não quero as decepcionar; tento sempre ser o melhor possível em tudo que eu faço, já que, se eu me comprometi a fazer, vou fazer bem feito. Vivo pensando na máxima: " pequenos detalhes fazem a vida maior " e procuro colocá-la em prática. Valorizo os mínimos detalhes pois sei que são eles que fazem a vida importante. Aqueles que esperam grandes eventos em suas vidas, morrem de tédio ou desistem de viver e desperdiçam os melhores momento da vida. Tolos.
Contudo, como mencionei acima, tudo isso tem um limite. Às vezes, é possível suportar um pouco além do aceitável para mantermos um determinado relacionamento. Somos todos flexíveis, uns em maior grau outros em menor, mas há um jogo de cintura no ser humano - especialmente no brasileiro - para contornar situações assim. Porém, meu limite estourou faz tempo e algumas pessoas passaram a me incomodar. E chegou o determinado momento que eu parei pra pensar sobre a importância que cada um temos na vida dos outros. Não só no amor, mas na amizade, no companheirismo....
Com certeza, fui influenciado pela deliciosa obra " Os sofrimentos do jovem Werther" do Goethe. Para quem não conhece, essa obra é o epítome do amor e da desilusão; da dor e da alegria; da paixão e da amizade; do sacríficio e da alma humana. Uma verdadeira e excelente contradição. Não vou entrar em detalhes mas o texto de Goethe aponta diversos aspectos do ser humano que realmente são curiosos. E influenciaram levemente o meu modo de ver as coisas, que já não era convencional....
Então, para elucidar as dúvidas que me incomodam, tomei uma decisão. Já vinha pensando nela há tempos mas, depois dessa quarta-feira fatídica, colocá-la-ei em prática agora. No exato momento, em que você leitor que nunca comenta, ler esse texto, eu terei sumido. Não, não, não. Não é suicídio. Considero o suicídio uma solução demasiadamente corajosa e desesperadora, e ainda não cheguei ao ponto de tentá-la, embora tal idéia já tenha sido cogitada por minha mente por ser uma solução de tudo. Drástica, porém ainda é uma solução. Mas não vou optar por tal escolha. Simplesmente me isolarei. Alguns podem dizer que isso é inútil já que meus problemas não resolver-se-ão sozinhos. Porém, não quero que eles se resolvam. Eu quero que as pessoas - aquelas que eu ajudei grandemente em diversas situações; as mesmas que eu estendi a mão inúmeras vezes anteriormente; elas que pediram meu socorro e simplesmente me viraram as costas agora, caminhando rumo ao ano que vem - me vejam como uma lembrança. Algo que existiu e agora está fadado ao esquecimento.
Cansei de deixar de lado os meus interesses visando benefícios dos outros, e quando precisar que eles me ajudassem, se dar mal. Cansei de dedicar o máximo da minha atenção aos problemas alheios, dando conselhos, ouvindo, falando, discutindo, apontando soluções e ver a pessoa não se despedir de mim no último dia em que nos veremos. Cansei de procurar momentos divertidos para meus amigos, para que eles possam rir com freqüência, e depois, quando eu dependi deles para algo, não adiantar nada e sentir a tristeza dominar. Cansei do trabalho, cansei da minha família. Cansei dos que se dizem amigos e dos que são. Cansei de mim, das minhas palavras, da ausência de comentários nesse blog, da falta de interesse de muitos... Cansei, cansei, cansei. Coloco um ponto final nesse ano antes mesmo dele terminar. Não suporto mais a hipocrisia constante que eu observo todos os dias, com quase todas as pessoas. É terrível você ver uma das pessoas que você mais considera lhe dar as costas; é horrível você contar com alguém em uma situação de emergência, e ela colocar seus interesses fúteis em primeiro plano, pois afinal, quem vai se ferrar sou eu, não tal pessoa. Cansei de tudo isso...
E agora, sou eu quem viro as costas e caminho rumo ao ano que vem. Talvez faça um post clássico de retrospectiva do ano de 2005, mas não me interesso mais por isso aqui. É a minha vez de ser egoísta, de colocar meus interesses na frente dos outros e simplesmente sair da vida de cada um. Alguns abruptamente, outros foram avisados. Meu nick no msn perguntou se sentiriam a minha falta se eu sumir, em um momento totalmente Goethe, mas agora isso é o que vai acontecer. Se vão sentir ou não, já não me importo mais, pois eu senti amargamente a falta deles quando precisei...
Muitos não me encontrarão mais enquanto outros ainda vão me ver, raramente, online em algum messenger. Vamos ver quanto tempo eu aguento distante de tudo isso. Vou procurar algo novo. Vou procurar a mim mesmo...
See You.....
PS: sim, eu guardo rancor e sou vingativo.
Joel Barish jogou fora sentimentos às 3:25 AM Almas Generosas:
____________________________ 3:25 AM
Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
Ler ouvindo: Ultrahigh do Paulson
Spell...
Surpreendi-me quando acendi as luzes e te encontrei. Proíbe-lhe efetivamente de entrar aqui. Esse lugar supostamente deveria estar vazio. Eu deveria estar reorganizando-o; preparando os aposentos para novas hóspedes. E deparo-me com você... como se nunca tivesse saído. Com todas suas particularidades espalhadas, como se fosse sua casa. E eu já tentei de tudo para lhe arrancar daqui. Preciso tirar você do meu coração para que assim outra possa o ocupar. Enquanto você viver nessa ala tão frágil e ferida, não tenho o que fazer. Não há possibilidades de existir algo novo enquanto os velhos sonhos não forem dissipados. E eu jurava que você já tiha ido embora. Onde você se escondeu? Nos meus olhos? No âmago da minha alma? Nos lugares mais remotos do meu coração? Nos meus sonhos mais secretos? Preciso saber para evitar que você se esconda novamente. Já coloquei um ponto final nessa história e tenho certeza que não vou suportar um post scriptum.
É estranho saber que meu sonho de te ter em meus braços nunca se tornará real e mesmo assim sentir um suave aperto ao contemplar-te. Ainda tenho um leve ciúmes ao ver-te conversando com outros e sei que é rídiculo sentir isso pois nunca terei seu amor. Não sei de onde meu coração arranja tanta esperança para insistir em reviver tal situação. Não sei nem como nomear tal emoção; amor não pode ser pois não sinto dor e não verti lágrimas; paixão também não já que não há o fogo ardente que move os apaixonados; Ilusão também não é pois sei que você não sente e nunca vai sentir algo por mim. Então o que diabos é isso? O que é esse fascínio exercido por ti a ponto de impedir que eu te esqueça? Mesmo ciente que não existe sequer 0,00001% de chance de ficarmos juntos ainda sonho contigo. Por favor, eu lhe imploro. Ajoelho se for necessário mas liberte-me do seu feitiço...
Obviamente a atração por ti não é tão intensa quanto antes. Não há mais um incêndio a cada olhar seu; agora há um fogo fátuo que não reacende a paixão porém não permite que ela se extingua. Não traço mais planos mirabolantes para te conquistar, envolvendo cartas sinceras e Fix You do Coldplay. Não, não há mais nada a não ser sua presença incômoda no meu coração. Minha mente já desistiu de lutar por ti e meus batimentos não se tornam frenéticos quando estou ao seu lado. E ainda assim, sinto uma estranha ansiedade para te ver ou conversar contigo. Como se meu coração tivesse se acostumado com esse sentimento e simplesmente não pode deixá-lo ir embora. Como é tolo. Extremamente tolo por acreditar que algo pertencente ao passado possa existir no presente e construir o futuro...
E eu não acho os laços - ou será grilhões? - que me prendem em ti. Quero deixar meu coração vazio e pronto para outra. Se você não é aquela destinada a me fazer (mais) feliz, por favor, se retire e ceda o lugar para outra. Não posso e nem quero viver preso a ti sem chance alguma de sermos somente um. Não há sentido nenhum em você permanecer no meu coração, então, por gentileza, vá embora. Vá para o "setor amizade"...o mesmo que eu vivo em seu coração. Sejamos livres já que não podemos nos prender...
Enquanto isso, vivo essa nova contradição. Um amor morto que tenta ressucitar através do seu misterioso olhar. Porém, não quero ajuda para revivê-lo, e sim, para cremá-lo. Vou lançar as cinzas no vento e deixar a vida decidir onde elas vão cair, desde que seja bem longe do meu coração...
É horrível viver assim. Sei que não gosto mais de ti e tenho plena certeza que se você chegar e me beijar, sussurrando que me deseja, não vou refutá-la. Soa loucura no meu coração, embora loucura seja pensar nisso. Porém, não alimento mais esse tipo de sonho. Digo isso somente para ilustrar minha contradição. Como se não bastassem as outras que me incomodam tanto...
E agora? Não tenho mais certeza sobre quem sou, o que quero e o que sinto.... Sou um escritor conturbado diariamente por contradições; quero ser livre de ti com um outro alguém; E o que eu sinto....... isso não sei definir em palavras.
O problema não é definir tal sentimento mas sim o quão nociva é essa nova emoção.
Nova lição da vida.
Nova contradição do amor.
As mesmas lágrimas e a mesma dor...
PS: por mais recente que pareça, esse texto já é velho...acreditem.
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:39 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:39 AM
Quinta-feira, Novembro 24, 2005
Ler ouvindo Closer do Jimmy Eat World
Empty.
Sempre que eu tento falar sobre os meus posts, eu digo que, inevitavelmente, eles são baseados nos meus sentimentos. Posts tristes, depressivos, melancólicos, irônicos, realistas... enfim, de um jeito ou de outro, todos eles têm traços de um sentimento ou uma emoção. Alguns são carregados. É possível sentir através de cada frase, de cada palavra. Pode ser a admiração fria ou a amarga melancolia. E outros são singelos, apenas dão a entender o que eu sinto. Contudo, eles sempre apresentam resquícios do meu coração. Posso simular uma situação¹ e mesmo assim o post vai ter uma particularidade minha. Todo escritor é assim. Não existe neutralidade, imparcialidade ou algo do gênero. Toda vez há um naco do autor e de sua personalidade inscrita no texto. E é óbvio que eu sigo esse padrão.
Digo isso simplesmente para informá-los que não há um post novo hoje. Justamente porquê eu não estou sentindo absolutamente nada no momento. Como disse no post scriptum do post anterior - que aparentemente poucos leram - a história que regava os posts chegou a um final. Porém, como já foi dito anteriormente, eu estava ciente da ilusão. E nunca havia vivenciado algo do gênero. Sentir algo que eu sei que não ia dar certo. Mas resolvi por um ponto final. Esse ponto final foi totalmente indolor. Não houve lágrimas, não deixou cicatrizes. Simplesmente a ilusão se dissipou e eu voltei pra realidade. Aquela mesma realidade sem-graça e incolor; a realidade daqueles que não gostam de ninguém. Há um vazio no meu ser e eu procuro de alguma forma preenchê-lo mas tudo está sendo em vão. A vida está tão indiferente. Os dias iguais e todos aqueles clichês. Busco um novo amor ou uma nova ilusão para entreter meu coração....
E o post se encerra aqui.
Uma mera explicação do vazio, da falta de inspiração. Não há transcrição de sentimentos pois não há sentimentos.
Sem sentir não há o que escrever.
E muito menos o que viver....
¹ - Last Chance (post do coma)
PS: comment? =/
Joel Barish jogou fora sentimentos às 11:53 PM Almas Generosas:
____________________________ 11:53 PM
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
Ler ouvindo Desintegration do Jimmy Eat World
Mistakes...
Tracei um plano novo hoje. Como sabia que iria te ver, revesti-me da armadura mais resistente que encontrei. Me escondi atrás de um falso mau humor. Encobri-me nas trevas, onde você não podia me alcançar. Decidi que hoje seria tudo diferente. Prometi a mim mesmo evitar qualquer contato contigo. Planejei refutar seu olhar, pois ele me reveste de esperança; não queria ver o seu sorriso já que ele pacifica a agonia da minha alma. Fechei meu elmo fazendo um juramento que hoje te trataria mal. Seria agradabilíssimo com todos, mas te repudiaria. Queria te deixar péssima; fazer você sentir-se só, por um momento, como eu me sinto todas noites voltando para casa após te ver. Senti-me suficientemente protegido. Não havia dúvidas que tudo daria certo. O que eu ganharia com isso, confesso que não sei dizer. Mas é preciso dar um basta nessa dor que tortura meu coração. Já havia tentado de tudo e talvez essa fosse a única solução...
Enquanto conversava com todos, antes da aula começar, te procurava com olhos ansiosos. Não tenho certeza por qual motivo...
Você chegou e eu fingi que não a vi, embora meu coração ardesse em brasas. A aula iniciou e tentei te evitar. Confesso que cedi à sua beleza maravilhosa uma ou duas vezes, mas escondi meus olhos quando você dirigia esse brilho para mim. Estava bem protegido atrás de minha armadura. Mesmo sendo impossível resistir a atração que você emana.... Lutei comigo mesmo e venci a primeira etapa dessa árdua batalha. Não sorri para ti em nenhum momento, embora houvesse um fogo ardente no meu coração, tentando fazer um sorriso explodir em minha face. Mas o suprimi. Resisti firmemente e agradeci aos céus quando o professor propôs um intervalo. De fato, a luta razão versus emoção também necessitava de uma trégua, visto que, nessa batalha, quem sempre se prejudica sou eu, qualquer que seja o vencedor.
(se eu soubesse o que o intervalo acarretaria, teria me escondido dentro da minha mochila...)
Senti um leve regozijo quando você passou por mim em direção a biblioteca, sem dizer sequer um singelo oi. Estava vencendo a luta. (Ha). Conversava alegremente com meus amigos quando você voltou. Contemplar-te ao longe fez-me sentir mal. E você veio caminhando em minha direção. Firme e decidida. Impávida. Prendi a respiração enquanto escolhia quais palavras ásperas eu lhe diria. Seria lacônico. Quanto menos palavras, mais rápida seria sua derrota. E você veio. Parou defronte a mim e provou o quão estúpido eu posso ser. Seu perfume começou a rachar minha armadura, tão resistente. Não há mau humor que resista a alegria que você transmite. E você foi impiedosa. Viu meu escudo partir-se lentamente e proferiu o golpe de misericórdia: piscou com a vivacidade de seus olhos verdes e exibiu o sorriso mais lindo do mundo. O mesmo dos meus sonhos. Não os dentes ou o a cor alva, mas a sensação que ele transmite. Não há trevas que resistam essa luz. As nuvens que me encobriam foram gradativamente dissipando-se no horizonte e eu desejei que só nós dois existíssemos; que a vida fosse simples assim, como seu sorriso; que esse segundo fosse memóravel e que a sua luz iluminasse para sempre minha vida. Quando dei conta do que estava fazendo, já havia beijado sua face e sido entorpecido por esse aroma suave que você exala e eu não encontro em mais ninguém. Não é o seu perfume ou o doce traço de sabonete de sua pele, mas é essa combinação explosiva que você me passa. Uma sensação única e inexplicável. Uns chamam de romance, outros de paixão e alguns otimistas de amor. Eu não me importo com seu nome, desde que o sinta intensamente. Quando percebi, minha razão já havia soado o gongo, jogado a toalhinha branca e pedido "penico".
A emoção mais uma vez foi proclamada campeã, neste devastado e cansado campo de batalhas....
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Falhei. Não consegui cortar os laços que prendem meu coração ao seu. Tudo que planejo para esquecer-te dá errado. Meu coração não quer esquecer-te pois está intoxicado de esperança. Esperança que seus ambíguos olhos verdes transmitem. Preciso achar outra solução para esse conflito, pois a única que conheço permanece no mundo dos sonhos. Poder sentir o sabor dos seus lábios com certeza resolveria todos os meus problemas. Mas você deseja outro... que tem qualidades que você não viu em mim. Não são qualidades exclusivas de tal pessoa, pois eu também as tenho. Talvez sejam até melhores qualidades, mas quem pode guiar o coração? Se eu pudesse, guiaria para longe de ti e para perto de quem me valoriza. Será que se você pudesse, guiaria para perto de mim?
Dúvidas que nunca serão respondidas...
E o que fazer agora? Estou em um impasse. Não tenho como te conquistar se o seu coração pertence a outro. Não tenho como te esquecer pois meu coração te pertence. E nenhum de nós quer ceder...
Esconder-me de ti não adianta; o tempo que fico longe só agrava a situação pois a desejo e admiro de forma mais intensa do que antes, quando você surge.
Aproximar-se também não resolve, pois quanto mais a conheço, mais a adoro.
Não sei o que faço. Somos vítimas ou ambos culpados?
Tantas perguntas sem respostas e a vida continua, voraz. Vou fazer o que meu coração deseja, embora seja suicídio. Lutarei para transformar os sonhos que tenho contigo em realidade. Sei que tudo isso vai ser em vão, mas quem consegue convencer o coração?
Desejem-me boa sorte.
(pois vou precisar de muita)
PS: texto velho, essa história chegou em um final.... se ele vai virar post ou não, depende da minha inspiração e do fim da minha apatia....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 10:57 PM Almas Generosas:
____________________________ 10:57 PM
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
Nota do Autor: Use a setinha para baixo para aproveitar melhor o post. Page Down no final estraga tudo
Leia ouvindo Different do Acceptance
....Contra-diction....
Duas semanas distante. Duas longas semanas, compostas por horas sem fim e repletas de saudades. Senti tanto sua falta que nada apaziguava a ansiedade da minha alma, desejando você a todo instante. Mesmo conversando contigo via internet, nada pôde aplacar a falta que você me fez e faz. Suas fotos não expressam a mesma alegria que eu sinto através da calma do seu sorriso ou do brilho do seus olhos. Senti falta de escutar sua voz para me guiar nesse tortuoso caminho até o seu coração. Tropecei em várias pedras, encontrei diversos obstáculos mas ainda continuo caminhando. Sua luz é a minha única saída. Minha porta de entrada para o amor. Minha fuga da solidão..
Não via a hora de chegar na faculdade e contemplar - primeiramente de longe - o seu sorriso. Pensei em te abraçar bem forte e sentir de perto o doce cheiro de sua pele. Gravar em mim tudo o que você é. Revigorar gradualmente todas as imagens que permeiam meus sonhos. Confesso que estou aflito devido às circunstâncias dessa nova vida adulta, envolvendo a própria faculdade e minhas responsabilidades no trabalho. Porém, ainda fico surpreso com sua capacidade em transportar todas as minhas aflições para lugares longínquos e pacificar meu coração. Sei que vivo um período extremamente conturbado mas durmo todas as noites tranqüilo pois sempre sonho contigo. Um sonho simples e feliz. Colorido. Alguém pode me explicar como funciona esse feitiço? Fico feliz só de ver seu sorriso e me sinto melhor ao estar ao seu lado. Todos os problemas parecem ser solucionáveis e tudo é de mínima importância. Será o seu perfume que me entorpece dessa maneira? Ou é a suavidade do seu olhar que me cativa e hipnotiza? Não encontro respostas em lugar nenhum e continuo caminhando até o seu coração escondido...
Perdi mais uma aula hoje pois fiquei contemplando sua beleza em vez de prestar atenção no tema. A saudades disse que eu não poderia ir embora sem revitalizar os meus sonhos, então me concentrei em você. Que vontade me deu de arrumar a mecha do seu cabelo que pendia sobre sua face, ajeitá-la atrás da orelha e fazer um carinho em seu rosto, apenas sorrindo pois em um momento assim, as palavras não possuem mais valor. Deliciei meus olhos com sua perfeição e saí com o coração leve e a consciência amena, ciente dos meus problemas e também da solução. Provavelmente eu irei perder esse semestre mas o que eu ganhei talvez seja de maior importância. Ganhei algo para enganar meu coração e impedir que ele se auto-flagele com os problemas da vida....
E é quando a aula termina e nós caminhamos para lados distintos, que eu volto ao mundo real. Lentamente, vejo as estrelas se apagarem nas trevas do céu. As cores do mundo que nos cerca vão se dissipando...Tudo volta a ser preto-e-branco. Não há luz, não há brilho. A realidade é fria e triste, solitária e sem graça. Como sempre foi antes de eu te conhecer. Meu coração suspira e fecha os olhos ao colidir com o chão. As asas somem, as nuvens desparecem e não há mais sonhos. Essa contradição está me matando aos poucos: sei da minha ilusão mas não consigo quebrá-la. Meu coração se entristece ao voltar para casa pois sou consciente de que nunca vou tê-la em meus braços. Todas as palavras lindas que eu ensaiei para sussurrar no seu ouvido em um momento nosso vão permanecer na minha garganta. Todos os planos que eu tracei para comemorarmos seu aniversário continuarão no papel. Não faço parte do seu mundo. Sou apenas uma casualidade. Não compartilhamos os mesmos costumes, não possuímos os mesmos melhores amigos. Minha razão diz que foi um erro apaixonar-se por ti mas meu coração insiste em suspirar e dizer que ainda há esperança no amanhã. Continuo agindo como um tolo, buscando interpretações que não existem em suas frases, procurando sentimento nos seus olhares e amor no seu sorriso. Qualquer palavra sua tem diversos sentidos, e meu coração sempre acredita naquele onde ficaremos juntos.... Como ele pode ser tão ingênuo?
Meu futuro tem requintes do passado. O hoje é igual ao ontem e eu temo pelo amanhã. Queria tanto poder ter a certeza que seus sentimentos mudaram e que você vai permitir que eu lhe faça feliz. A mais feliz.
Embora esteja totalmente intoxicado pela Esperança, sou ciente do fracasso. Nossos caminhos são paralelos e nunca vão se cruzar. Enquanto isso, eu permaneço na grande contradição, perdido em mim mesmo e nos seus olhos, sem saber o que fazer ou para onde ir. Não sei desvencilhar-me da sua atração e não acho ninguém para me libertar. Comparo todas contigo e busco semelhanças nas que eu encontro, mas você sempre vence. Procuro defeitos em você mas eles não são suficientes pra fazer meu coração desistir. Sou um barco perdido em alto-mar. Sem socorro, sem bússola e somente com suas estrelas para me guiar....
Já te transformei em sonho; já te transformei em música. Agora só me resta transformar-te em minha. Mudar seu coração e os sentimentos que o formam. Trocar minha posição de lugar e passar a ser vital. Fazer com que você me veja com outros olhos. Quero que você sinta minha falta como eu sinto a sua. Quero que você seja feliz comigo assim como eu sou com você...
A felicidade é algo tão simples e a mantemos tão longe....
O amor está presente mas nós o repudiamos...
Está na hora de reconstruir seus pontos de vista, retirar as defesas de seu coração e arriscar novamente uma aventura.
Se acontecer uma ferida no seu coração, eu prometo que vou arranjar o band-aid e fazer os curativos.
Mas, se acontecer um amor, eu juro que vou buscar as alianças e gravar nossos nomes, com uma data de início e o símbolo do infinito...
Pena que é tudo ilusão.....
PS: thanx pelos coments =***
Joel Barish jogou fora sentimentos às 11:11 PM Almas Generosas:
____________________________ 11:11 PM
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
Ler ouvindo Matriz do Ramirez
Seminário
Me surpreendi quando vi a sexta-feira chegar. Essa correria do dia-a-dia, envolvendo rotina do serviço e excesso de trabalhos da faculdade, me fez esquecer a importância desta sexta. Indubitavelmente, um pequeno detalhe de grande significado. Hoje é o dia em que você, junto ao seu grupo, irá apresentar um seminário para nossa classe. Dia em que eu vou lhe observar durante um tempo significativo. Cheio de significados diferentes, contraditórios e ambíguos. Parece uma coisa boa admirar-te desta maneira mas tenho certeza que para mim será um grande tortura. Pensei em alguma maneira de fugir desse sadismo do Destino. E então, surgiu em minha mente esse texto. Minha válvula de escape. Minha saída de emergência. Minha covardia em confrontar seus olhos...
O seminário se inicia. Eu sei que você será a última a falar, então aproveito cada segundo gasto, te observando, para gravá-los em minha mente. Como um artista que filma sua musa, gravo cada singelo detalhe; enriqueço minha memória com todos os traços do seu belo rosto. Constato sua beleza e tento passar essa sensação para essas palavras. Memorizo todas suas características. Conto cada pinta e sei de cor onde localizá-las. Observo seus lábios, seus olhos, seus cílios, sua sobrancelha e ainda não consigo acreditar em tamanha beleza. Inigualável. Contemplar seu rosto, seus cabelos, enfim, você por inteira, me passa a certeza que você é tudo o que eu pedi, sonhei e almejo. Não tenho mais dúvidas do propósito divino em colocar-te na minha vida: sermos felizes juntos.
Observei seu nervosismo enquanto aguardava sua vez para falar. Você percorrendo a sala com olhos inseguros, receosa de como seria quando explanasse sua parte. Sorri quando seus olhos encontraram os meus, assim como você sempre sorri quando eu te procuro. E lhe garanto que quando estivermos juntos, sempre haverá um sorriso como consequência do amor, ao cruzarmos olhares. Você gira o anel de seu dedo e eu imagino qual seria o tamanho ideal para uma aliança. Sonho alto, eu sei. O tempo passa lentamente e intercalo palavras escritas com segundos te admirando. Uma beleza sem par. Um sonho personificado. Tenho vontade de te abraçar só para ter certeza que você é real, e que não vou acordar daqui uns minutos. Até que ponto uma atração pode deteriorar a percepção?
Então, sua vez chega. Você sorri amigavelmente para sala enquanto se apresenta, falando com a maior naturalidade. Lê sua parte e ocasionalmente direciona olhares em minha direção. Não se preocupe, eu continuo aqui e não vou deixar de lhe apoiar. Observo com carinho o cuidado que você tem em selecionar palavras e procurar tornar este seminário o mais agradável possível. Sua naturalidade ao falar me impressiona. A segurança que você tem só oscila quando você olha para sala, mas sempre encontra meus olhos para te ajudarem. Isso demonstra que você confia em mim, sente-se segura comigo te observando. Sorrisos surgem em minha face involuntariamente quando você me procura. Não tem como deixar de sorrir diante da sua presença...
A professora questiona e você procura contornar erros. Seu rosto se avermelha diante de uma gafe, e você me olha para saber como reagi. Continuo sorrindo e te apoiando, pois eu sei o quanto é precioso ter alguém que nos apóie, em qualquer situação. O estrondoso trovão que ribomba lá fora agita a classe, e você aproveita o momento para descontrair. Nossos olhos se encontram e eu me esforço ao máximo para transmitir a mensagem que você está indo muito bem. Não se preocupe.....
O seminário termina com fortes aplausos. Eu a aplaudo com gosto, por tamanha perfeição e simplicidade. Uma contradição nata e pura, linda e temível. Não tenho dúvidas que esse foi o melhor seminário que presenciei.
Contudo, confesso que não aprendi nada sobre os países ibéricos ou o autor em questão. Dediquei minha atenção a cada detalhe do seu rosto.
Mas mesmo assim aprendi algo muito importante: o quão magnífico é o seus olhos e seu sorriso, e como você fica linda de rosa. Aprendi que você me procura quando sente-se insegura e que não vou esquecer-te enquanto estiver enfeitiçado por seu olhar. Aprendi a encontrar calma e segurança com sua presença e a sorrir sempre que posso para ti, tentando mostrar um fragmento da importância que você tem para mim.
Aprendi que você é um sonho meu e que de sonho ninguém desiste.
Com certeza são lições muito mais preciosas do que as que você tentou transmitir. Me perdoe por não gravar nada da aula, mas gravei um filme que sempre rodará no meu coração. Você sorrindo para mim em um momento de dificuldade, no ápice de sua beleza, e encontrando apoio. Não há dúvidas que esse filme merece o Oscar.
Quem sabe isso não é o fim de uma ilusão ou o começo de um sonho?
PS: poucos coments =/
comentar 2 vezes conta como um coment só ;)
(sem tempo pra tudo)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:42 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:42 AM
Sexta-feira, Outubro 28, 2005
Ler ouvindo I Write Sins not Tragedies / Panic! at the Disco
Weak Points
Sabe o que é o mais irônico nessa história? Eu tentei evitar me apaixonar por você. Sério. Sei que minha personalidade me intriga, mas conheço alguns aspectos de minha pessoa. Meus pontos fracos não são enigmas. Estou ciente da minha carência e como ela pode ser nociva perante uma garota que me dê atenção. Há também outros elementos que se adicionados nessa reação, definitivamente a torna perigosa. A ponto de destruir as barreiras que eu tento impor ao meu coração. Um belo sorriso, um par de olhos claros, um corpo delicado e tentador, uma personalidade cheia de energia e bom-humor, com inteligência. Estas são algumas características fatais. Meu calcanhar de Aquiles. E tento evitá-las ao máximo, pois elas conhecem o caminho para atingir o âmago do meu coração. E se alojar ali, durante um tempo indeterminado..
Mas no seu caso foi impossível. Desde o primeiro dia de aula, onde nos conhecemos por acaso e você demonstrou uma preocupação diferente comigo, senti o seu perigo. Decidi que não ia me aproximar de ti, já que você concentrava todas as características nocivas para meu coração. Doce engano. Até parece que a razão exerce algum poder sobre mim...
Não vou detalhar a nossa histórias pois tais detalhes são demasiadamente doloridos. Feridas abertas e recentes. Juro do fundo do (que restou do) meu coraação que estou tentando criar um modo para sair do seu feitiço e continuar convivendo contigo normalmente. Apenas quero quebrar os grilhões que prendem minha felicidade à sua, e voltar a solidão, porém sem ilusões... Contudo, não consigo parar de imaginar o motivo que não demos certo. E é impressionante o quanto uma atração é poderosa. Transmite idéias falsas; engana o coração que é ingênuo como uma criança. Gosto tanto de ti que parece que lhe conheço muito bem. É óbvio que isso é um grande engodo. Sei um pouco mais do que os outros da faculdade, porém, não faço parte do seu círculo íntimo. Sei de nossas afinidades e divergências, contudo, não exerço um papel vital na sua vida. Sou coadjuvante, não ator principal. Não faço parte dos agraciados em sair contigo nos finais de semana e sequer sei qual é seu cantor favorito ou seu prato predileto. Não conheço seus sonhos e muito menos seus pesadelos.
Sou um mero acidente de percurso. Conversamos na faculdade, na internet, trocamos SMS, scraps etc. Assim como você conversa com qualquer outro. Minha importância é mínima. Com certeza, se eu sumir, você sentirá minha falta durante uns dias mas logo isso entrará para o esquecimento, pois na sua vida, existem vários que exercem o mesmo papel que eu. Embora eu seja uma pessoa peculiar, não sou único em sua vida. Sou apenas mais um tolo. Mais um fascinado por ti. Mais um que se perdeu em seu olhar....
Não preciso dizer que no meu ponto de vista emocional, nós nascemos um para o outro. Você tem o rosto ideal, o corpo ideal, o comportamento ideal. Tudo ideal. Mas não é ideal de perfeito, é de idealizado. Sou extremamente contraditório: sei da ilusão que vivo mas não consigo libertar-me. Sou razão versus emoção. Estou preso e vacilo quando tento fugir. A Esperança ainda consegue manipular a razão e convencê-la de que, quem sabe, em um futuro próximo, a situação não mude? Palavras sutis em momentos especiais, sussurradas, são capazes de apertar ainda mais os laços que me prende em ti. Se eu não consigo me libertar, e não há ninguém que me retire desse cativeiro, o que eu faço?
E nessa vã tentativa de equacionar o romance, não saio do lugar. Não consigo rasgar o véu que separa as pessoas comuns das vitais. Contemplo aqueles que vivem do lado especial do seu coração com inveja, pois queria tanto morar desse lado. Quem eu culpo? O Destino, a razão, a emoção? Eu, você, eles? Há culpados?
Eu só queria ser especial para você, assim como és para mim.
Eu só queria que você não significasse nada pra mim, assim como eu não significo nada pra você.
E nós dois seríamos felizes, na doce ignorância da solidão...
PS: Peço perdão por não comentar mais no blog de ninguém. Mas estou trabalhando muuuuuuuuuuuuuito e não to tendo tempo nem pra dar bom dia pra minha mãe. Reparem que quase o blog fica sem atualização hoje também. Então por favor, se vocês só comentam para que eu comente no blog de vcs, me perdõem....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:25 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:25 AM
Quinta-feira, Maio 11, 2006
Nota do Autor: texto insano. Fruto da minha mente conturbada devido a um acontecimento que ainda não aconteceu. Qualquer contradição que surja no texto, é proposital. Acredite.
E não acredite em coincidências.
Acompanhamento Musical ---> Say You´ll Never Leave / Saves the Day (trad)
Say you'll never leave, please. / Diga que você nunca vai ir embora, por favor.
This war inside my mind is killing me. / Esta guerra dentro da minha mente está me matando..
It´s killing me / Está me matando...
It´s killing me / Está me matando...
War !
Após esse longo hiato e devido à distância, consegui concluir que não gosto mais de você. Chequei neurônio por neurônio em busca de um traço seu e finalmente vi minha mente livre de ti. Passei um Norton Antivirus e um Scandisk e nenhum arquivo com seu nome foi encontrado. Descobri que não lembro qual é o seu perfume e esqueci todo o brilho do seu sorriso. Posso fechar os olhos agora e descansar em paz. Não há sonhos contigo; não há gritos com seu nome no meio da noite. Meço meu batimento cardíaco e ele encontra-se perfeitamente na média¹. Ouço o tumtum do meu coração em passos cadenciados e com ritmo. Tudo está em paz. O mundo está só com umas 4 mil cores mas vivo a vida como posso, do melhor jeito possível. Procuro aproveitar os momentos com amigos ou no trabalho e continuo. Viro a página. Pronto para começar uma nova história. Ou recomeçar uma velha, nunca se sabe...
Agora eu consigo andar até o Mc Donald´s e não vejo mais nossos fantasmas parados em todas as lojas que nós parávamos. Tomo um Top Sundae sem mágoa e posso comer quantos McDuplos eu quiser que não vou lembrar de você. Ouço Nando Reis, Barão Vermelho, The Starting Line, Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Los Hermanos e tantas outras músicas que dediquei a ti sem sequer lembrar qual era a relação com você e a letra.
Converso com suas amigas e não pergunto de você. Ando em paz. Caminho lentamente seguindo as batidas calmas do meu coração. O mundo voltou a girar lentamente e encaixou-se novamente no seu lugar. Voltei para aquela velha vida voraz vívida e volátil...². Página em branco, caneta na mão. Próximo parágrafo, por favor...
Mas eu teimo. Me desafio. Preciso provar a mim mesmo que não gosto mais de você. Minha mente está totalmente convencida mas meu coração ainda deixa escapar um suspiro rebelde. Um subversivo. Um agitador. Um simples suspiro que acarreta uma leve busca por você nos arredores do prédio... Uma vaga lembrança de você ao meu lado com uma colher de plástico.... Um suave aroma de Carolina Herrera perdido no vento... Então preciso me testar. Ferro e fogo. Só um teste. Um mero teste. Eu juro.
Como o Destino lê esse blog (e não comenta), ele faz com que eu te encontre por acaso.
Você me olha, pisca e sorri. Permanece sentada mas é nítida a sua vontade de que eu vá até você. Caminho vagarosamente com um pensamento fixo: "não há neurônios pensando em você. não há neurônios pensando em você. eu te esqueci. eu te esqueci. eu não gosto mais de você. eu não gosto mais de você. eu..".
Faço o maior esforço possível e luto contra mim mesmo. Meu ego combate o superego enquanto ambos levam socos do meu id. Freud joga a toalha branca e desiste de tentar explicar, assim como Jung ou Reich².
"eu não gosto mais de você."
Te cumprimento com um beijinho no rosto.
"eu não.."
Seu perfume se acentua e descarrilha uma série de pensamentos, lembranças e emoções. (como eu posso ter esquecido de quão delicioso é esse seu aroma?).
Tento resistir.
"Coloquem as máscaras de oxigênio e não se entorpeçam com o perfume" - grita o neurônio-chefe para todos os outros.
Você começa a conversar e meus pensamentos começam a colocar algodões no ouvido para não sucumbir perante sua voz.
Cinco minutos já se passaram e eu ainda estou aqui, em pé, sem aquela vontade absurda de te abraçar bem apertado e beijar aquele espacinho meu no seu pescoço.
"Muito bem, muito bem rapazes, ele vai conseguir" - diz novamente o neurônio-chefe.
E então, você apela. Olha nos meus olhos e de um jeito inexplicável, atinge o fundo do meu coração. Quebra todos os grilhões, serra as correntes e liberta os algemados. Em um piscar de olhos, há uma verdadeira revolução dentro de mim. As borboletas que estavam no meu estômago agora passeiam docemente no ar e o mundo passou a ter 262 mil cores, como um celular de última geração. As 77 batidas por minuto passaram a ser por segundo. Se antes eram batidas cadenciadas, agora meu coração é uma bateria de punk rock com bumbo duplo.
" Calma rapazes, resistam! Resistam" - brada o neurônio-chefe no meio do caos.
De repente, controlo novamente meus sentimentos. A revolução se silencia e volto ao marasmo da vida. Venci seu olhar...
Meus neurônios estouram uma champagne e começam a se divertir. A guerra foi vencida, o teste foi superado.
" Parabéns rapazes!" - diz o neurônio-chefe, que com certeza leu o Monge e o Executivo para se preparar para tal prova.
Mas de repente, a bomba atômica é lançada e não há tempo para meus pensamentos correrem ao abrigo. Não há bunker que resista. Não há nada. Você usou sua arma secreta sem pestanejar, sem enviar um aviso. Sequer ofereceu um tratado de paz! Aproveitou o meu momento de fraqueza, enquanto comemorava internamente a minha vitória. Um golpe baixo. Baixíssimo. Vai contra à Convenção de Genebra para Relacionamentos ³. Nem mesmo George W. Bush seria capaz de tão vilania.
Agora tudo está perdido. Os subversivos já estão no poder e tomaram o controle. Não há mais segurança e estabilidade. As cores invadem o mundo para ficar e sucumbi perante ti, como Tróia perante à Grécia...
" É o fim, é o fim..." - murmura lentamente o neurônio-chefe enquanto vai para a prisão aguardar o julgamento. As emoções que outrora estavam presas se juntaram as lembranças e venceram qualquer tentativa de resistência dos meus neurônios.... A emoção venceu e a guerra terminou.
Sua culpa. Você usou sua arma secreta e devastou minhas fortalezas internas. Rachou as armaduras, destruiu os fortes e as muralhas. Você venceu e eu perdi. Vergonhosamente...
Quem pode resistir o seu sorriso ?
¹ - 60 a 100 batidas por minuto.
² - Freud, Jung e Reich - referência aos três maiores pesquisadores na área da psicologia/psiquiatria.
³ - Convenção de Genebra - determinou quais atos durante uma guerra são considerados crimes ou não.
PS I: fiz esse texto segunda ou terça, e já é velho....
PS II: favor deixar o seu e-mail na hora de comentar, pois provavelmente não atualizarei mais esse site, e sim, enviarei os textos para aqueles que querem ler e falar a respeito.
Obrigado pelas visitas, comentários e afins! Espero continuar recebendo comentários porém via e-mail agora!
Thanx =)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:28 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:28 AM
Quinta-feira, Abril 20, 2006
Acompanhamento Musical ---> I Miss You / Blink 182
hello there, the angel from my nightmare / olá, anjo do meu pesadelo
(...)
I miss you / eu sinto sua falta
Where are you and I´m so sorry / aonde você está? eu sinto muito
I cannot sleep, I cannot dream tonight / eu não consigo dormir, eu não consigo sonhar hoje à noite.
(...)
will you come home and stop this pain tonight? / você vai vir para casa e parar com essa dor esta noite?
Chaos.
Eu sou uma pessoa extremamente planejadora. Raros são os dias em que eu não organizo tudo o que fiz e no que vou fazer no amanhã. Traço cada passo a ser dado; imagino cada situação e penso em respostas para cada pergunta. Chego até ao extremo de já pensar em qual roupa vou usar. A camisa azul ou a preta? Penso nas minhas atividades do dia seguinte, quanto tempo cada uma vai demorar e como vou realizá-las. Acrescento variáveis nos horários como trânsito e disponibilidade de ônibus. Faço esboços atrás de esboços e quando chego na versão final, adormeço. Com tudo pronto para o dia de amanhã.
E isso vale para todas as outras situações durante o dia. Se há tempo hábil, planejo lentamente cada ação. Como um castelo de cartas, acrescento pacientemente carta a carta e vou subindo andares nessa frágil construção. O mundo ao meu redor pode estar imerso no caos e ainda assim, eu encontro um lugar pacífico dentro de mim para organizar tudo isso. Graças a Deus, eu tenho um raciocínio rápido que me ajuda planejar e solucionar problemas de uma forma rápida. Mas se não há urgência, saboreio cada detalhe e cada situação, para evitar futuras decepções. É, a razão de tudo isso é o medo de se decepcionar. Óbvio que ao planejar, eu tento diminuir a minha expectativa e consequentemente o tamanho da minha decepção. Porém nem sempre isso funciona.
Já perdi a conta de quantas horas de sono eu desperdicei tentando ordenar problemas. Às vezes, chego até ao extremo de pensar em soluções para os problemas daqueles que eu me importo e estão ao meu redor. Se é alguém que tem a minha consideração, gasto alguns minutos pensando se há alguma solução para isso. Mais um andar para o castelo de cartas. Mais um rascunho.
Contudo, o mais interessante de tudo isso, é o efeito que você causa em mim. Basta uma ligação, um oi, um mísero sorriso e todo o castelo desmorona. Em um piscar de olhos. Você passa, e como um furacão, leva toda a minha tranquilidade consigo. Vejo os rascunhos voarem rumo ao desconhecido. Os esboços são inúteis e todos os passos traçados não correspondem a realidade. Aquele lugar pacífico dentro de mim adentra ao caos. Pior, se aprofunda nele destinado ao abismo. Instantaneamente, a calma vira confusão; os pensamentos se chocam e não há mais raciocínio lógico. Minha concentração toda se dirige à tudo que te envolve. Analiso cada detalhe seu e ao seu redor para tentar chegar em algumas conclusões. E quando concluo, descubro que as conclusões ao seu respeito estão sempre erradas. Ah, se você conseguisse entender tudo o que você me causa... não estaríamos perdendo tempo....
É como uma reação química. Todos os elementos já estão no tubo de ensaio, porém aguardando o catalisador. Não importa qual é a proporção ou se a equação está balanceada. É só você entrar na atmosfera e todo o tubo de ensaio se mistura. Se agita. Se confunde. A reação ocorre rapidamente e os elementos que outrora eram distintos e pacíficos, agora não sabem mais quem é quem e o resultado da reação é desconhecido. Um simples alô é suficiente para energizar reações intensas e duradouras. Um olhar seu misterioso é igual a um dia perdido meu. Tentando decifrar o que seus olhos tentaram me dizer.... Tentando ver seu coração através dos seus olhos...
E um sorriso seu acende um fogo no meu peito que é indescrítivel. Um desejo intenso misturado com uma ansiedade. Uma chama incandescente de contradições sutis. Um frio na barriga e um calor nas mãos. Uma paranóia neurótica, um nervosismo exacerbado. Um sentimento complexo cujo nome não posso dizer...
Você passa e meu coração entra em guerra com a razão e meus neurônios parecem parar de funcionar. O único que permanece trabalhando é aquele destinado a você. Na verdade, é como um vírus que invade as células e copia o seu DNA nas células invadidas. Um segundo e há milhões de cópias. Milhões de pensamentos focados em você. Não é a toa que os apaixonados cometem atos tão estúpidos. Afinal, os neurônios apaixonados só pensam na pessoa querida. Minuto após minuto, dia após dia. E aí, descobre-se a origem daquele filtro que caracteriza tudo ao nosso redor com a pessoa em questão. As músicas ganham novas interpretações e os lugares são patrimônios históricos. Tudo é razão para recordar e sorrir ou recordar e chorar. Uma questão de escolha. Minha e sua.
E então, mais uma vez os ventos passam para desordenar o que foi organizado. Trazer o caos ao coração pacificado e transformar horas de sono em tentativas vãs de entender o que se passa na mente e no coração alheio.
Por quê gostar de alguém é algo tão terrível assim?
PS: E nem com propaganda na revista Elle eu consigo ter muitos comentários! O que me irrita é saber que tem MUITA gente que lê isso, comenta com amigos/amigas e simplesmente não comenta! Comente e me faça um pouquinho mais feliz!
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:06 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:06 AM
Quinta-feira, Abril 13, 2006
Nota do Autor: referências e traduções, no fim do texto.
Acompanhamento Musical --> Sinceramente / Cachorro Grande
sinceramente, você acertou o pulo quando me encontrou
e então o nosso mundo girou
você ficou e a noite veio trazer a escuridão
e aí então, eu abri meu coração porque nada é em vão...
Waiting.
Estou completamente perdido. Fiz tudo que estava ao meu alcance. Escrevi o texto mais lindo. Escolhi as palavras mais belas do dicionário. Criei as frases de maior impacto. Eu ganharia o Pultizer e provavelmente esse blog tornar-se-ia o blog mais famoso de todos os tempos se ele fosse publicado. Esqueça Dan Brown, JK Rowling, James C. Hunter e Lya Luft. Todos se surpreenderiam com tanta sinceridade em um só texto. Tanta beleza e tristeza; tantas lembranças boas e ruins; tantas contradições que só podem ser originadas através de um sentimento intenso, como o que eu sinto por ti. Todos saberiam de como é belo o seu sorriso; de como eu adoro sua risada; de como é perceptível quando você está incomodada e todos me invejariam por ter beijado seus lábios...
Nossa história de amor seria o Romeu & Julieta do século XXI. Com certeza, alguns anos depois, algum escritor famoso faria sonetos em nossa homenagem. O Marcelo Camelo criaria uma canção para honrar nosso sentimento ou algum outro gênio da MPB. Fantástico não?
Em menos de uma semana as filmagens já começariam. Clive Owen no meu papel e a Liv Tyler no seu. Já até imagino eu batendo um papo com o Clive, passando todas as informações, tentando injetar o sentimento que eu tenho para ele viver o papel com toda a intensidade. E tentando transmitir pra Liv todas as suas atitudes. Imagino o Clive falando: " Let´s go have some Top Sundae and make this moment last forever..." ¹ enquanto a Liv simplesmente sorri. Mentalizo os dois brigando por motivos fúteis e depois se encontrando novamente, com sorrisos sinceros. Enquanto os dois ensaiam pra viver nossa história, eu converso com o Charlie Kaufman² para ele adaptar o roteiro. Ele ri de algumas passagens e eu tento convencê-lo que aquilo realmente é sério. Verídico. "You´re kidding!" - ele diz. Mas ri e adapta. Obviamente, o filme é um sucesso estrondoso. Recordes de Bilheteria. "The best romantic movie ever since Titanic and Eternal Sunshine of the Spotless Mind" ³ - New York Times - " Se o livro foi o suficiente pra te emocionar, traga lenço ao ir ver essa obra-prima" - Veja
Então no começo do ano seguinte, Clive Owen ganha o Oscar de melhor ator. A Liv não ganha o de melhor atriz, por pura inveja da Academia. Obviamente, Kaufman leva a estatueta de melhor roteiro adaptado. Depois, os prêmios do MTV Movie Awards. Dessa vez a Liv e o Clive ganham de melhor atriz e ator, respectivamente. E levam também a de melhor beijo e de melhor par romântico. Sucesso.
É divertido sonhar...
Tento enganar minha mente. Fugir dessa agonia que domina o meu peito. Você leu o texto mais lindo. E nós conversamos a respeito. Fiz o discurso mais bonito da minha vida. Não tenho dúvidas que se houvesse pessoas perto de nós, eu receberia aplausos no fim. E então você disse que iria pensar. Mesmo depois de eu ter te surpreendido com um cartão, você ainda ia pensar. E ainda está pensando. Eu, tentando corrigir meus defeitos, evito ficar em cima de você. Mas já não tenho mais unhas para roer. A ansiedade me consome. Perdi a minha capacidade de se concentrar. Na verdade, estou é super concentrado em você. Esperando a sua resposta. Todos os meus pensamentos se desviam pra ti. Toda música que eu ouço é filtrada em busca de palavras que se encaixem na nossa história. Cheguei até ao absurdo de cantarolar músicas proibidas por mim, pois tinham a ver conosco...
E o pior de tudo isso é não poder fazer nada. Ter que aguardar. Nós conversamos de vez em quando mas ainda espero sua resposta. Estudo cada detalhe seu para ver se há alguma prévia. E quando faço isso, me desaponto. Outras horas, aumento minha esperança. Cada palavra sua é dissecada por mim em busca de indícios. Porém, não acho nada. Evito pensar no assunto e penso toda hora. Estou incapacitado de fazer qualquer coisa. Será que isso já não é prova suficiente para você perceber o quão intenso é tudo o que eu sinto por ti? E que isso é suficiente para resolver problemas, corrigir o passado para termos um maravilhoso presente?
Ah, quando o momento chegar....
Quando eu ouvir as palavras saindo dos seus lábios...
Se tudo der errado, posso até sentir uma prévia do que irá acontecer com meu coração. Sem dúvida, não faltará textos para o blog. Infelizmente..
Agora se tudo der certo...
Haverá mais e mais republicações aqui enquanto eu saboreio a minha felicidade.
Notas de Rodapé:
¹ - " Vamos tomar um Top Sundae e fazer esse momento durar para sempre"
² - Charlie Kaufman, roteirista renomado que escreveu Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Oscar de melhor Roteiro Original)
³ - " O melhor filme romântico desde Titanic e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças."
PS: eee frutos da propaganda na Elle =)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:01 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:01 AM
Quinta-feira, Abril 06, 2006
Acompanhamento Musical: Microondas / Bidê ou Balde
e o bom e velho gosto
de romance antigo
é sempre bom de recordar...
Cycle
Como é estranho pensar que a vida é um ciclo. Um ciclo de erros e acertos que se contradizem, se apóiam e se criticam. Cometemos erros ontem, hoje e provavelmente vamos cometer no futuro. A diferença é que vamos aprendendo a diminuí-los, a evitá-los. A quantidade de erros do passado reduz e tentamos aumentar os acertos do futuro. Mas a esperança alimenta a vontade de tentar e consequentemente, a chance de errar/acertar eternamente. Somos imbuídos da vontade de arriscar. Uns em maior grau, outros em menor. Mas é essência do ser humano: temos que tentar. Afinal, é errando que se aprende e acertar é um estímulo para novas tentativas.
Eu estou preso em um ciclo. Extremamente complexo. Indecifrável como seu coração. Esforço-me em entender mas não consigo chegar às conclusões propriamente ditas. Invento teorias que expliquem o modo que você me cativou pois não tenho mais a liberdade. Você me dá corda, me deixa correr. Quando começo a sentir o gosto eólico da liberdade em minha face, a corda me prende de volta. O seu esplendor me cerca como o Sol cerca a Terra. Não posso fugir. Não posso evitar. Como escapar de alguém que mora em minha mente? Que vive em meu coração? Os pensamentos são todos atraídos pelo seu poder. Como um grande buraco negro sugando tudo ao redor, assim era você no meu coração. A tristeza de ver, e não te ter, era criada pelo absorver desse buraco negro. Não tinha mais luz. Tudo eram trevas. Trevas, frio e solidão. Porém, mesmo sendo o maior clichê da História, existia de fato um raio de luz no fim do túnel. Fino, quase imperceptível. Mas que servia de guia aos olhos acostumados com as trevas. A Esperança sempre surge no horizonte para fazer os perdidos acharem seu caminho. Ou fazer com que os caminhantes se percam no horizonte...
Contudo, esse caminho não significa salvação. Nossas escolhas até ele criam o desfecho: mais trevas ou mais luz. E cabe a nós encontrarmos o caminho que queremos. Eu já escolhi. Escolhi a felicidade única que sinto ao passar alguns momentos ao seu lado. Optei por fazer você sorrir sempre e gravar cada mínimo detalhe da obra-prima que é você em meu coração, para ter sonhos perfeitos como ti. Desejei arriscar a segurança pela incerteza, o certo pelo incerto, a comodidade pela oportunidade. Porquê deixar de arriscar é deixar de viver. E viver sem você é algo completamente insosso. Preto-e-branco como um filme mudo. Há risadas mas ninguém as sente e a felicidade existe, porém tão supérflua...O que você irá escolher? Ser feliz durante alguns momentos que vão durar para sempre ou simplesmente continuar a vida sem sua melhor parte: o amor?
Passei muito tempo caminhando em trevas. Batendo a cabeça nos obstáculos que surgem no escuro, tentando ir até o ponto de luz que, de vez em quando, aparecia no céu negro. Sofri, chorei. Mas ainda tinha o mínimo de forças para caminhar. As nossas lembranças ainda sustentavam minhas trêmulas pernas. Caminhava com passos trôpegos rumo ao desconhecido graças ao brilho do seu sorriso que surgia esporadicamente para iluminar a minha mente. E perdi a conta de vezes que cheguei no ponto de luz, e percebi que o ciclo estava se reiniciando.
Porém, agora, o facho de luz aumenta. Posso caminhar com um pouco mais de segurança pois enxergo onde piso. Será que agora viverei na luz ou voltarei às trevas?
Voltamos ao início. Em que ponto do ciclo estou? Indo para luz ou voltando para mais trevas?
Só o tempo irá dizer. Somente ao analisar o passado descobrirei se foi trevas ou foi luz; erro ou acerto. E o ciclo nunca se finda. Vivemos na luz por um tempo mas as trevas são conseqüências. O grande detalhe é saber aproveitar a luz e saber voltar para ela nos tempos de escuridão.
Por isso que eu sempre volto pro seu sorriso.......
PS: Revista Elle, edição de abril, página 92 - propaganda do www.contradiction.blogger.com.br
Na banca mais próxima de você !
PS II: outro texto recauchutado !
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:40 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:40 AM
Quinta-feira, Março 30, 2006
Acompanhamento Musical --> Dá-me Ar / Toranja
Quero vento para tentar
Quero luz só para me ver
Quero olhar de frente o Sol
Até queimar...
Winds
Desisti de tentar entender o que se passa em minha vida. No meu coração, na minha mente. Eu simplesmente não posso compreender esses sentimentos confusos e complexos que se misturam coloridamente dentro de mim. Não consigo entender nada. Meus pensamentos voam, se chocam, voltam a correr e se colidem. Explodem como fogos de artifício no Revéillon . Sinapses ocorrem atrás de sinapses mas não há resultado algum. Não sei o que fazer ou se devo fazer. Cheguei à um estágio onde tudo parece sem solução, onde cada ato meu parece trazer uma consequência desagradável e me obriga a viver por inércia, deixando a vida me levar totalmente sem vontade, sem força, sem o que fazer para mudar tal situação. Eu preciso sair dessa areia movediça, você vai me estender a mão?
De todos os pensamentos que confundem o meu ser, os principais são aqueles que dizem a respeito de você - porquê são muito mais do que um único pensamento. É, você mesmo. O que eu sinto por você está longe da minha compreensão. Não há definição e não há palavras que o transcreva. Meus sentimentos por ti são carregados pelo vento. Há vezes que o vento traz esse sentimento maravilhoso que me fez viciar em você e outrora, os leva embora, deixando em troca todos os problemas que tivemos juntos e a amargura que se instalava no meu peito.... E também, traz o medo maior de que você se afaste de mim..
Quando já acabaram as minhas esperanças, você sempre diz algo que me reconforta. Que me dá forças para levantar e continuar essa peleja contra mim mesmo. Mas, nessa situação conturbada que vivo, não sei se interpreto corretamente o sentido das suas palavras. Será que essas palavras que me perturbam, por serem ambíguas, foram ditas com o significado que eu almejo? Ou será que elas são dotadas do significado que me lança por terra? São palavras carregadas de qual sentimento? Amizade, afinidade, amor, desejo, ocasião, piedade? Ou será todos? Dúvidas e mais dúvidas são levadas por essa ventania que me assola. Um temporal de pensamentos confusos. E toda essa catástrofe climática resolve-se através do seu sorriso. Sempre ele.
Falta-me a coragem de tentar. A audácia de perguntar tudo que eu preciso saber. Sofro com o meu silêncio e temo as suas respostas. Não sei se as minhas chances são palpáveis ou se são iguais à de vencer a MegaSena. Será o futuro agradável e o presente maravilhoso ou repetiremos os erros do passado? Será que você vai querer arriscar novamente para tentarmos ser felizes por mais tempo? Tantas dúvidas e talvez eu nunca descubra as respostas.... Mas o que mais me impressiona é essa hipocrisia que nosso silêncio acarreta. Não sei se você sabe ou ao menos tem idéia do que está acontecendo comigo, pois fingimos que nada acontece e que tudo está perfeitamente bem. Porém, será que você percebe o verdadeiro significado e escolhe a falsa opção, pelo fato dela amenizar as conseqüências e os prováveis danos aos nossos corações? Ou será que talvez, você aceite a opção que eu planejei, mas eu não descubro pelo medo ínfimo de tentar? Odeio quando isso acontece. Detesto quando não sei se você está falando sério e sabe o efeito que isso causa em mim. Suas palavras são entorpecentes para o meu coração! Cada eu te adoro dito é um passo que ele dá em direção ao desconhecido. Será o raiar do Sol ou a penhasco?
Não me culpe por isso. Sou inocente! Juro que você entrou nessa ala proibida e fragmentada do meu coração sem eu pedir. O que eu faço? Meu Deus, me diga, o que eu faço? Tento? Converso? Confirmo as minhas certezas de que não importa o que eu faça, tudo vai ser em vão? Jogo fora as experiências passadas e reconstruo os meus sonhos? Será que nós complicamos algo tão simples ou essa simplicidade que é complexa? Por quê gostar de alguém é um sentimento tão paradoxal?
Ventos. Todas essas dúvidas se assemelham aos ventos que vêem e passam. Destroem tudo com a sua velocidade e sua força, mesmo que nós não os possamos ver. Escutamos o barulho da liberdade eólica enquanto contemplamos a sua devastação. E é assim que eu estou. Sendo devastado aos poucos por esses ventos. Não sobra pedra sobre pedra. Todos meu sentimentos e pensamentos são carregados pelo vento. Tudo que fica é amargo, ruim de se ver. Mas como sempre, a bonança precede a tempestade. E sempre, mas sempre, a bonança vem através do seu sorriso que me dá forças para reconstruir tudo que foi arrasado e esperar mais uma vez, pacientemente nesse ciclo infinito, os ventos que vêm destruir o que eu construí...
PS: adorei os coments do post passado, thanx a lot.
Esse texto... é recauchutado eu diria =P
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:12 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:12 AM
Quinta-feira, Março 23, 2006
Acompanhamento Musical --> Retrato Para Iaiá / Los Hermanos
numa moldura
clara e simples
sou aquilo que se vê...
Mirror
Quem nunca odiou ser si mesmo?
Quem nunca olhou no espelho e pensou: "eu quero ser outra pessoa"?
Quem nunca teve inveja de outras pessoas por acharem que elas são felizes?
Quem nunca dormiu e desejou, sinceramente, acordar diferente do que era antes de dormir?
Creio que esse é um pensamento corriqueiro na mente de pessoas com problemas pessoais... Todos nós passamos por momentos de auto-análise e principalmente, de auto-crítica. Revemos tudo o que nós somos e pensamos que somos; analisamos tudo o que queremos ou achamos que queremos; traçamos planos que nós sabemos que fracassarão em um futuro próximo e a única conclusão de toda essa crítica própria é a decepção. De repente, o reflexo no espelho é a última coisa que nós desejaríamos ser. E é a única coisa que nós temos certeza que somos. Por mais angustiante que seja, nossa imagem está ali. À espreita ou nos encarando. Sempre presente. E o resultado definitivamente não é satisfatório...
Quando olho o meu reflexo durante um desses processos de auto-análise, eu odeio tudo. Odeio meu cabelo, meus pés e meu sorriso; odeio todas as peças do grande mosaico contraditório que sou; odeio tudo o que eu quero e todas as perguntas que eu não sei as respostas. Olho meu reflexo e queria poder ter um lápis para acertar algumas coisas. Às vezes, tenho a doce ilusão de que se pudesse mudar minha aparência física, talvez alguns problemas pessoais seriam resolvidos de outra maneira. Então quisera eu desenhar em cima do meu reflexo e sofrer as alterações.... Seria tão prático! Uma espécie de Photoshop real. Todos com rostos plastificados, sorrisos falsos e uma suposta felicidade.
(Pera aí. Acho que já acontece isso...)
Mas é óbvio que o problema não é externo, e sim interno. E isso só piora as coisas. Não há lápis ou caneta que atinja o âmago da nossa alma. Não há borracha que chegue até nosso coração e apague tudo o que fizemos ou deixamos de fazer. Não há nada. Só nos resta contemplar o reflexo e desejar que tudo fosse diferente! As características internas permanecem intocáveis. Só se projetam através do brilho do nossos olhos: ofuscam quando a alma está feliz e se apagam quando só há tristeza nos seus corredores.
E durante essa crise interna, todas as outras pessoas ao nosso redor parecem ser as pessoas mais felizes do mundo. Qualquer um causa inveja. Admiração. A felicidade deles parece tão intensa, tão viva enquanto os que sofrem de decepção própria caminham como pessoas perdidas na multidão. Sem a luz própria que emana das pessoas felizes. Então, surge o pensamento. Surge a vontade de ser o outro, de trocar de vida. Como se nós pudéssemos trocar de mente com outra pessoa e viver a tal vida dela por um tempo. Ter certeza que ela realmente é feliz. Tirar férias dos nossos problemas e só voltar depois que estivermos descansados....
Óbviamente isso não acontece. No fundo, no fundo, todos nós sabemos que não adianta trocar de vida pois todos tem problemas. Uns escondem muito bem, outros estampam isso no rosto. Fugir só adia a resolução do problema. Então não há solução? Não...
Só nós podemos resolver nossos próprios problemas. Sim, nós mesmos. Você e o seu reflexo, você e essa pessoa que está te encarando no espelho. Você pode tentar mudar suas características físicas, pode melhorar suas qualidades internas mas seu reflexo continuará te vigiando. Para ter certeza que você não vai fugir. Para assegurar que você vai lutar e resolver seus problemas. E nem pense em quebrar o espelho, afinal, os cacos de vidro ainda refletem partes de você.
Se não podemos trocar de vida, só nos resta consertar a nossa.
Olhe bem para seu reflexo. Olhe nos seus olhos.
Faça um tratado de paz com a pessoa que está te encarando. Ela vai estar presente em todos os momentos da sua vida e é capaz de te ajudar a resolver qualquer problema que surja na sua vida.
Afinal, quem não está bem consigo mesmo, não está bem com ninguém.
Quem não aceita a si próprio, não aceita o próximo.
E se não existe felicidade no seu reflexo, como você quer achá-la em outra pessoa?
Reflita. Mude. Acredite.
Depois que você aceitar tudo isso, com certeza serão as outras pessoas que vão querer ser você.
PS: texto... diferente ?
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:03 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:03 AM
Quinta-feira, Março 16, 2006
Acompanhamento Musical: Além do que se Vê / Los Hermanos
é preciso força
pra sonhar e perceber
que a estrada vai
além do que se vê...
Phantoms...
O dia-a-dia de um relacionamento é fantástico. Delicioso. Cada momento passado juntos nunca é gasto ou desperdiçado, e sim aproveitado. Os beijos ficam na memória e os sorrisos são gravados no coração. O perfume da pessoa querida paira no ar mesmo quando estamos distantes...O mundo é tão colorido e os sonhos são tão fáceis de realizar! Tudo é possível quando se gosta de alguém e o sentimento é recíproco. Não há obstáculos, não há problemas insolucionáveis. Basta um abraço e a paz surge no coração; um beijo já acarreta sorrisos e a felicidade é conseqüência natural de todos esses atos. A saudade é uma mera figurante nesse filme onde o Amor atua e sempre - com merecimento - leva o Globo de Ouro e o Oscar....
Porém, quando o relacionamento termina, a dor que surge parece ser insuportável. Cada pensamento é tão dolorido...A falta que a pessoa perdida faz é gigante. Aparentemente, há um abismo entre nós e a felicidade...Nossa alegria é sugada enquanto as lágrimas molham os rostos e a solidão começa a roubar, lentamente, o papel principal. As luzes dos holofotes focam em sua atuação e as câmeras fazem um close na tristeza que se esconde atrás de cada riso...
Essa cena dura até o momento em que o Tempo grita: "Corta!" e bate outra claquete. Daí em diante, estamos teoricamente prontos para continuar nossas vidas e continuar a procurar outra pessoa. Repito, teoricamente.
Escrever sobre tudo isso é muito fácil. Mas esquecer é uma tarefa muito mais complexa. Mesmo que o relacionamento já tenha sido superado, sempre há os fantasmas que assombram o coração e impedem que nasçam novos sentimentos. Pensando bem, retiro esse "impedem" e o substituo por "dificultam". Se surge a possibilidade de um novo relacionamento, rapidamente e instintivamente, o comparamos com o anterior. Medimos as palavras, vemos as situações . Reparamos nos erros cometidos e colocamos tudo na balança. Será que vai valer a pena? Será que vai dar certo? São tantas dúvidas, tantos receios... O medo que o passado retorne tende a complicar que nós vivemos o presente e construimos o futuro. Mas só a complicar.
Acredito que sempre valha a pena tentarmos algo novo. Somos pessoas diferentes e mais experientes. A chance de fracassar é menor... Lógico que tudo isso seria mais fácil se não houvesse os fantasmas. Ah, como seria!
Tudo seria mais fácil se eu não lembrasse do passado cada vez que ando pelo centro e vou até o Mc Donald´s almoçar, por exemplo. Lembro tão vivamente cada lugar em que paramos para nos beijar, cada loja que observamos as vitrines.... Me recordo das suas risadas ao ver que eu comprava seu pedido favorito - nº 08 - e depois, de tomarmos um divino Top Sundae juntos. Sentados lado-a-lado. Com a mesma colher. Um gesto tão simples e tão íntimo! Um mero detalhe em uma história mas com um grande significado.... São tantos bons momentos que eu nunca vou esquecer. São representações da felicidade. Pra quê jogar isso fora junto com os sentimentos ruins?
A vida continua. Os momentos que passamos juntos permanecem vivos e reais dentro de mim, mas pertencem ao passado. Não há mais dor ou lágrimas quando penso em nós. Os nós já foram desfeitos... Confesso que ainda há um leve aperto no peito, porém você já está fora de cena. Há novas atrizes e o roteiro mudou. Não tenho certeza se o final desse novo filme será feliz mas sei que todo o percurso trilhado até o fim será muito feliz. Acredite. Enquanto isso, dialogo com a solidão e vejo a Esperança atuar nos bastidores. Aos poucos, a saudade sai de cena e os fantasmas são exorcisados. Novas cenas, novas claquetes, novos diálogos dignos de premiações....
Por mais que eu busque coisas novas, desejo sinceramente que, se houver final, que seja aquele tão conhecido por nós todos:
e foram felizes para sempre....
PS: pq tudo é tão complicado?
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:02 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:02 AM
Quinta-feira, Março 09, 2006
Acompanhamento Musical ---> Dois Barcos / Los Hermanos
pode ser da vida acostumar...
será?
morena, sobre estar só
eu sei
nos mares por onde andei, devagar
dedicou-se mais o acaso a se esconder
e agora, o amanhã cadê?
Dreams...
Eu me assusto a cada dia que passa com minha fragilidade. Pouco a pouco, vou delineando as características que me formam; passo a conhecer as minhas qualidades e os meus defeitos; mapeio minhas contradições (e acreditem, não é jargão do blog, são muitas). Começo a formar um painel chamado Daniel. Acho as peças do mosaico e monto o quebra-cabeça. E mesmo assim me surpreendo com tudo o que faço, sinto e espero. Não consigo controlar meus sentimentos e sofro algumas conseqüências por causa disso. Justamente é uma dessas conseqüências que incomoda minha mente e meu coração...
Uma mera casualidade. Uma simples troca de palavras, de cumprimentos. E você encerrou o momento dizendo "eu te ligo". Agora, após o momento da euforia, minha razão ri e aponta que tais palavras são.......apenas palavras. Uma formalidade. Uma forma de se despedir. É fácil racionalizar isso após tudo ter passado. Porém, no instante em que as palavras foram processadas por meus ouvidos, meu coração acelerou. Doce ilusão... Ouvir você dizer "eu te ligo", como se tudo estivesse bem como antes, traz à tona a esperança de ficarmos novamente juntos. Mesmo que eu não tenha certeza se realmente desejo isso, meu coração se entorpeceu com essas projeções. "Eu te ligo"... como você sempre dizia antes e nunca ligava. Não por negligência, mas sim, porque eu ligava antes. Não aguentava a saudades, não suportava ficar um dia sem ouvir a sua voz. Fazer você rir era um tópico essencial do meu dia-a-dia e com certeza alegrava a minha alma. E agora tudo isso se foi. Nossa culpa. Minha. Sua. De todos. De ninguém. E escutar essas palavras permitiram que meu coração sonhasse novamente. Agora vejo minha razão apontar e rir. Como um sentimento pode ser tolo a ponto de acreditar que isso era verdade? E eu ainda fiquei com o celular ligado o dia inteiro aguardando sua ligação.... e nada. Nem uma mensagem de texto, nem um toque. Óbvio. Não existia razão de acreditar que isso iria acontecer. O sonho acabou, acorde Daniel, acorde. Não há cinema juntos no final de semana ou amassos longe do trabalho. Tudo isso acabou. Nós colocamos um ponto final nessa história, então por favor, não sonhe mais...
E a esperança ainda é o meu principal ponto fraco. Bastam algumas palavras e minha imaginação alça vôo. Você diz que vai me ligar e eu penso se é possível nós voltarmos. Já penso no que vou lhe falar, nas palavras mais bonitas para te reconquistar e te convencer que nós podemos ficar juntos por mais tempo. Mesmo que no fundo eu não acredite nisso, meu coração insiste em tentar me fazer crer que isso vai dar certo....
Mas minha razão vence essa luta e eu sei que isso não vai acontecer. Depois que o efeito entorpecedor de sua voz passa, meu coração se acalma e reconhece a derrota. Você não vai voltar. Eu não tenho certeza se quero que você volte, depois de tudo o que aconteceu.... O que vale mais? Passar um dia de felicidade e seis de tristeza ou sete dias de solidão?
E para mim, após todo nosso relacionamento, todos os sonhos traçados juntos, todos os momentos de felicidade e tristeza, todas as risadas compartilhadas, todos beijos, abraços e carinhos, enfim, após tudo tudo tudo o que passamos, sentimos e dividimos, até mesmo após esses sonhos momentâneos e efêmeros, a única coisa que me resta é a solidão.... Quando as luzes se apagam, os atores se retiram, os aplausos se cessam, a cortina abaixa e o dia se encerra, é ela que aparece para fazer companhia na noite escura...
Como sempre.
PS: texto do começo de janeiro. Gastei minha criatividade com algo, que se der certo, vocês ficarão sabendo em abril. Em todo território nacional ;)
PS II: apontem para a fé. E remem.....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:04 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:04 AM
Quinta-feira, Março 02, 2006
Nota do Autor: qualquer semelhança com a realidade é uma mera coincidência.
Acompanhamento: Empty Apartment / Yellowcard
it´s not me, you´re not listening / não sou eu, você que não está escutando
now can´t you see / agora você não consegue perceber?
something is missing / algo está faltando
you forget where the heart is.../ você esquece aonde está o coração...
Dialogue
- Então é isso?
- Sim...
- Você me fez vir até aqui...para isso?
- Eu queria te falar pessoalmente...
- Pra quê? Você tem prazer nisso?
- Não, lógico que não..
- Você me fez vir até aqui pra me ver chorar? Pra destruir o mundo que nós construímos juntos durante essas semanas, em só um minuto?
- Você sabe que não é bem isso..
- Como não? Todas aquelas frases que você disse...todos os "eu te adoro muito" perderam seu significado agora! Você simplesmente jogou tudo isso fora! Isso porquê você tem medo de ser feliz! Medo de arriscar e descobrir que vale a pena sofrer hoje, pra ser feliz amanhã e depois e depois e depois e depois....
- Mas...
- Sempre há um mas. Sempre. E se você parar em cada mas que surgir, você vai continuar sua vida assim. Fugindo de todos obstáculos que aparecerem em sua vida. Com amizades que se vão pois seu orgulho não permite reconhecer erros. Com relacionamentos que não passam de 3 meses pois você tem medo de mudar.
- Isso não é verdade!
- Lógico que é! Não sei se eu que sou muito tolo mas eu ainda acredito nas suas palavras. Olhe nos meus olhos e diga que você não gosta de mim.
- Eu..eu...gosto de você.
- E quem gosta não pode mudar? Quem gosta não está disposto a fazer sacrifícios pelo outro?
- Sim, mas nesse caso é diferente...
- Por quê?
- Você sabe que nós não vamos dar certo!
- Não, não sei. Não posso prever o futuro. Não sei o amanhã, assim como eu não sei o minuto seguinte. Se as probabilidades são de 99% de darmos errado, isso significa que há 1% de darmos certo. E sim, eu estou disposto a arriscar tudo por esse mísero um por cento. Sabe por quê?
- ...Sei.
- Então me diga.
- Porque você gosta de mim.
- Corretíssimo. E como eu insisto em acreditar que você também gosta de mim, você acha que desistir é o certo? Só porque chegamos em um obstáculo? Só porque temos diferenças que podem ser acertadas se você estiver disposta a mudar? Você acha justo jogar fora tantos momentos bons, tantas risadas juntas, tanta alegria que nós sentimos por causa disso?
- As coisas não são assim tão simples, você sabe.
- São sim, você que insiste em complicar. Cogita todas as possibilidades de fracasso e refuta as de sucesso. Provavelmente você já deve ter outra pessoa em vista, mas eu sei que essa pessoa também não vai ficar com você por muito tempo.... O começo será perfeito, surgirá uma briga, uma leve discussão aqui outra acolá. E aí vai surgir um obstáculo e você vai fazer tudo isso de novo. Vai correr. Vai virar as costas e ir embora pois você teme mudar. Você teme mudar sua personalidade e descobrir que eu estava certo o tempo todo.
- Droga, não me faça chorar. Tá vendo! Você merece alguém melhor que eu.
- Ah não. A pior frase do mundo em um fim de relacionamento! Quem disse que eu preciso de alguém melhor que você? Talvez eu até mereça mas você diz pois tem receio de ser feliz. Pare um segundo e lembre de um momento nosso. Nós nos beijando perto da fonte, enquanto você segurava o cartão que eu tinha acabado de te dar. Olha aí, você sorrindo ao lembrar. E você acha que vale a pena desistir porque somos diferentes?
- Aiai...
- Nossas diferenças fizeram esse momento bom. Assim como fizeram os ruins. Se conciliarmos as diferenças, podemos aumentar a quantidade de bons momentos. É só você querer.
- Eu não posso decidir assim.
- Você decidiu me abandonar assim.
- Eu não quero arriscar...eu sei que sou assim, e provavelmente vou me arrepender depois de não ter mudado, mas...
- Então é isso. Vá. Continue assim. É uma pena dizer isso mas eu sei que vai chegar uma hora que você verterá tantas lágrimas que vai se lembrar da nossa conversa. Vai se lembrar de mim. Mas aí vai ser tarde demais...
- Por quê tarde demais?
- Simples. Quando esse momento chegar, eu vou estar com outra que não teve medo de desistir. Quando esse momento chegar, espero que você já tenha aprendido o verdadeiro valor da felicidade.
- Ué, pra quê?
- Pra você sentir muita inveja ao me ver feliz.
PS: fim de um diálogo do passado....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:04 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:04 AM
Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
Acompanhamento Musical ---> Sentimental / Los Hermanos
de tanto eu te falar, você subverteu
o que era um sentimento e assim fez dele razão.
pra se perder no abismo que é pensar e sentir...
Words
E suas palavras não param de ecoar em meus ouvidos. Ouço-as nitidamente. Tão simples e tão poderosas! Ecoam em meus ouvidos assim como rasgam meu coração. Parece até que eu gosto de sofrer, mas não consigo parar de escutá-las dentro de mim. As frases repetidas e a dor... constante. Meus olhos se enchem de lágrimas enquanto eu tento afastar tais pensamentos. Tento colocar suas palavras para longe de mim mas você vive no meu coração! Como fazer isso? Como um disco riscado, ouço-as repetidamente. São palavras pontiagudas. Afiadíssimas. Cutucam as feridas abertas e abrem novas. E eu já não tenho mais band-aids para colocar em meu coração. Não há nada que estanque o sangue. Não há nada que pare minhas lágrimas. Cada palavra sua me tortura, me confunde. E eu já não sei mais nada sobre o amanhã. Penso em nossas conversas anteriores e encho-me de esperança. Faço você sorrir e acredito que tudo pode voltar a ser como antes. Se éramos felizes juntos - mesmo com problemas - por quê não repetirmos isso? Há momentos ruins, mas eu prefiro lembrar só dos bons. E quando conversamos, quando rimos, quando sorrimos juntos, são eles que permeiam minha mente. Passo a acreditar que o futuro vai ser feliz se mantermos essa felicidade viva. Se lutarmos juntos para superar as diferenças e vivermos bem.....
Me iludo ou será que isso é possível? Mas agora suas palavras ecoam e conturbam meus pensamentos. Os planos traçados foram borrados com minhas lágrimas e eu não sei mais nada sobre o amanhã. Não que eu soubesse algo, mas perdi as direções. As placas sumiram, as trilhas se apagaram... Não há estrelas no céu para eu me orientar e perdi minha bússola. Seu sorriso guiador sumiu lentamente no céu negro...E eu me perdi. Mais uma vez........
Não consigo te entender. Tentei fazer isso de inúmeras formas mas você é incompreensível. Será que somos tão diferentes assim? Somos os dois extremos? Os opostos se atraem e se complicam? São tantas dúvidas, tantas perguntas.... Tantas palavras que eu peso e verifico se eram verdadeiras. E o pior de tudo isso não é se perguntar. É não achar as respostas! Penso em quase todos os momento em nós e não sei esse termo ainda existe. Há um nós? Haverá um nós no amanhã? Os únicos nós que encontro são os formados em minha mente. Seu sorriso embaça minha visão e suas risadas ecoam distantes em mim...... Suas frases torpes agora dominam o que eram palavras doces. O fel se mistura com o mel e proporciona uma sensação desagradável dentro de mim. Dou risadas frias e curtas enquanto meu ser se contorce. A tristeza ganha espaço a cada segundo enquanto não decidimos se há futuro no amanhecer. Por quê sentir e pensar é um abismo tão fundo?
O pior é que só me resta uma coisa. Aguardar. Esperar o tempo. Definhar lentamente enquanto suas frases me torturam e minha esperança resgata os momentos bons. Contradições atrás de contradições.... Grãos de areia contados um a um na ampulheta. Segundos que se arrastam no tempo. Enquanto aguardo o que virá....
O amanhã não nos pertence.
Mas nos pertence a chance de mudarmos o hoje e irmos na direção do amanhã com um objetivo: transformar as palavras ásperas em veludo.
PS: i´m addicted. I need comments! !!!!
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:08 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:08 AM
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
Nota do Autor: Há um tempo atrás, eu passei por uma determinada fase em que quis racionalizar o amor. Quis transformá-lo em uma fórmula matemática para assim - ao descobrir os seus segredos e substituí-los por símbolos matemáticos - reproduzi-lo nas pessoas do meu interesse. Afinal, se eu conheço tudo o que é necessário para criar o amor, fica fácil inseri-lo no coração de alguém. Sei que ler isso parece um tolo sonho de criança. Não nego que talvez seja. Mas depois de descobrir que isso era impossível, desisti da idéia.... Contudo, como eu sou uma pessoa que tem grandes dificuldades em colocar finais nas histórias do passado, essa idéia voltou a me atormentar. Eu preciso aprender logo o significado do ponto final e que epílogos ou post scriptuns nem sempre são soluções....
Acompanhamento: Everything to Me/ Rock Kills Kid
You make me want to believe
in you and me
´cause you´re everything to me
and I can´t explain why
you and me make sense in my head...
Math Love
O maior problema do amor é que quando você o racionaliza, ele se torna tão simples! É uma mera equação matemática envolvendo sentimentos. Não há sequer variáveis. É uma equação, sem hipérboles ou parábolas. Pegue o elemento A e adicione carinho, prazer, valorização, fidelidade, amizade, alegria, risadas, felicidade, romance. Multiplique isso por B, a outra pessoa no relacionamento. Eleve tudo ao quadrado. Subtraia a saudades, as brigas inúteis, a decepção e divida tudo pelo tempo. Pronto!
[A.B + (sentimentos bons)]² - (sentimentos ruins) = A m o r.
-----------------------------------------------------------------------
Tempo
Numa simples fórmula, é possível perceber quase todos os sentimentos inseridos em um bom relacionamento. Ou em um que deveria ser bom. Se nos limitarmos às expressões matemáticas, esse sentimento super-complexo torna-se super-simples. Pertence ao universo dos Reais. Nem sequer é um número complexo. Quem me dera se tudo fosse assim tão racional!!
E quando você o sente, tudo se complica. A lógica matemática desaparece, os números virão incógnitas e não tem como você descobrir o resultado. Os elementos adicionados se misturam, trocam de universo, são complexos e não são, têm raízes e não tem. Alguns elementos são imaginários enquanto outros são tão reais que deixam marcas no nosso coração. A fórmula simplesmente deixa de funcionar. Os doutores do saber coçam a cabeça e não conseguem explicar o que acontece. "Isso não deveria ser assim! É inexplicável! Foge dos padrões matemáticos! O que Einstein diria sobre isso? Ou Baskhara? Oh!" - dizem durante uma reunião de todos os matemáticos do mundo¹. Mudem a fórmula, troque as operações! Subtraia, divida, multiplique, eleve a enésima potência e tire a raiz quadrada. Coloque o amor no conjunto dos Reais, dos Naturais, dos Complexos e você vai descobrir que ele não pertence a nenhum deles. Ache todos os resultados possíveis e descubra que quando você acha que descobriu o resultado você não sabe se ele está certo ou não. A única forma de descobrir depende do tempo e ele é variável. Amanhã você pode achar que tudo deu errado e após um ano descobrir que a equação estava certa e tudo foi fantástico.
Esse é o amor. Não existe prova real. Não dá para substituir X pelo resultado e confirmar se realmente tudo está correto. Ele muda. Ele se transforma. Ele não se define. Ele pertence ao universo dos Naturais, dos Reais e dos Complexos. É natural amar; tudo que ele proporciona é real e ele é, indubitavelmente, um sentimento mais do que complexo. Ele nunca vai ser uma fórmula matemática. Nunca.
E assim encerro essa idéia. Desisto de aplicar fórmulas para criar o amor. Mesmo relutante, deixo que o sentimento fique à mercê do Destino.
Só peço que ele tenha misericórdia de nós.
¹ - sabe aquela reunião que determina o rumo da matemática? Que define a existência de raiz de número negativo, que um número primo é divisível só por ele mesmo e por um etc? Aquela reunião que você sempre pergunta: "eles não tinha mais o que fazer em vez de definir esse tipo de coisa?" Então, essa mesma.
PS: tradição! Thanx pelos comments =)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:12 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:12 AM
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
Acompanhamento: The Space Between / Valencia
don´t forget about the blue skies
sunrise and all the space between
it´s amazing how a girl like you
can affect a guy like me.
all the pictures, memories
and all the time we had...
Again
É curioso como a vida é engraçada. Cíclica. Se bem que não tenho certeza se ela que realmente é cíclica ou se sou eu que insisto em cometer os mesmos erros. Ainda não consegui achar a resposta. Porém, tenho pensado muito no assunto ultimamente.
Quando me vi aqui, sentado na mesma calçada que sentei ano após ano, esperando você sair do trabalho para nós irmos embora juntos, repassei todos os nossos momentos diante dos meus olhos. Lembro de tirarmos fotos juntos no celular, e de você deletar todas, justificando que não tinha ficado bonita. E eu falando no seu ouvido que você sempre, mas sempre, fica linda. Ainda mais de óculos.
Lembrei do dia em que fomos a fármacia só para você se pesar e dizer que estava acima do peso. E eu me recordo de dizer que se todas as garotas acima do peso tivessem o corpo maravilhoso que você tem, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver. Lembro de nós irmos comer Petit Gateau - a sobremesa contraditória - e nos deliciarmos com cada colherada de chocolate quente e sorvete de creme. Você reclamando que iria engordar e eu pedindo pra você aproveitar o momento. Uma delícia para o paladar e para a visão. Um tesouro para o coração.
Lembro de nossas brigas, lembro de quase chorar no ônibus e depois derramar as lágrimas em casa. Lembro das cartas enormes que eu te escrevi e nunca obtive respostas. Lembro das mentiras, das verdades e das frases não-ditas. Lembro das mensagens recebidas... ("Demorou tanto tempo...") Lembro de todos os momentos em que te fotografei com meus olhos para ter lindos quadros seus nos meus sonhos. É impressionante ver nossa história com tantas idas e vindas. Tantos recomeços e nenhum final. Páginas que nunca terminam. Parágrafos atrás de parágrafos. Palavras cheias de sentimentos bons e ruins caracterizam nossa história. E o único final que nos cabe coincide com o único clichê que vale a pena viver: ser feliz para sempre. Juntos.
Óbvio que nunca esqueci o seu sorriso. Cada momento desse foi agraciado com diversos sorrisos seus. Talvez seja por isso que eu esteja aqui novamente, esperando você sair. Irritando o destino. Ha, eu o desafio! Tentando transformar um erro em um acerto. No maior acerto. Agora que você teve uma mudança brusca na sua vida, penso se chegou o momento de nós ficarmos juntos definitivamente. Não cabe a mim decidir isso. Talvez não caiba nem a você. Mas será que chegou o momento? A dúvida persiste e só o tempo trará a resposta. Quem já leu esse capítulo do livro provavelmente me acusará de louco por tentar tudo novamente. E eu respondo: quem vive sem arriscar, não vive. Qual a graça de viver sem quebrar a cara? Cada lágrima derramada faz a cotação do riso subir assustadoramente. Errar faz parte do aprender. Errar diversas vezes no mesmo assunto pode significar duas coisas: ou ainda não aprendemos ou queremos, do fundo do coração, que isso dê certo. E a história pode acontecer de novo, pois mesmo que o enredo seja o mesmo, as personagens mudaram. O tempo passou. Amadureceram. Choraram mais, riram mais, cresceram mais. Responsabilidades maiores apareceram, mudanças aconteceram e ninguém é mais o que foi ontem. Por isso arrisco. Por que quero viver. E aprendi que viver sem esse sorriso fantástico que vislumbro em meus sonhos não é agradável o suficiente. Então arrisco. Se quebrar a cara de novo, venho aqui e transformo minha amargura em palavras. Se tudo finalmente der certo, venho aqui e transformo minha alegira em um convite. De noivado, de casamento, de aniversário de namoro, sei lá. Mas convido todos a compatilharem da minha felicidade. Afinal, se vocês compartilham a minha tristeza, é justo que tenham direito de saborear um pouco da minha felicidade - O todo eu guardo para mim...
Mas mesmo assim, é estranho ver essa calçada com os pingos de sangue deixados pelo meu coração durante esse longo trajeto até o seu. Vejo embalagens de band-aids jogadas, esparadrapos sujos e algodões dentro da cesta do lixo. E mesmo assim aguardo sorrindo. Não sei se é o seu perfume - D & G - que me entorpece ou se é o seu sorriso que me enfeitiça. Não sei se realmente quero saber. Sei que quero deixar traços do seu perfume em mim e ser motivos para te fazer sorrir quando não estiver presente. Quero ouvir você me contar que perguntaram o por quê de tantos sorrisos espontâneos.... e você nem se preocupar em responder, somente sorrir ainda mais, menear a cabeça com um ar de tranquilidade. E sei que quando conquistar tudo isso, cada gota derramada de sangue ou de lágrima, cada cicatriz deixada no meu peito, cada carta rasgada e palavra desperdiçada, vai ganhar um sentido. Vai ter um valor. A partir deste momento, a tristeza será pífia e corriqueira, os problemas serão tão simples, a saudades será amiga, a esperança companheira e nada vai poder vencer nosso amor.
Nada.
PS: lalala tô enferrujado! não consigo escrever bem mais =/
novo layout !
aquele era muito depressivo, pesado e simples.
esse tem um ar de tristeza e beleza, um olhar triste....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 9:42 PM Almas Generosas:
____________________________ 9:42 PM
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
Ler ouvindo Condicional do Los Hermanos
Life...
Estavam os dois sentados, um em frente ao outro, com os olhos fixos enquanto os corações tremiam por dentro. Ambos sorriam porém existia uma grande ansiedade no interior de cada um. A luz das velas não era capaz de iluminar as trevas de cada coração. Ele não sabia o que ela queria conversar e se torturava para decidir o que falar. Ela, preocupada em não ferir nada, pensava em quais palavras ia escolher para resolver a situação. Um caso delicado. Assim como todos os casos que envolvem sentimentos, seja lá qual for o tamanho deles.
Ela suspirou, reuniu toda a coragem que havia em sua volta, e disse, de forma desapaixonada:
- Não sei muito bem como começar, mas há certas coisas que me incomodam..
- Em todo relacionamento há. - foi a resposta dele. Uma frase contida, mas era possível sentir as palavras tremularem no ar.
- Sim, mas no nosso, são detalhes que me irritam.
- Os detalhes são importantes mesmo. Eu também me irrito com algumas coisas.
- Tudo bem, mas me deixe falar. Você não pode ser do jeito que você é.
- Como assim?
- As suas atitudes acabam me transtornando. Eu não sou como você.
- Graças a Deus. Eu realmente sei que tenho uma personalidade peculiar, porém, tento transformar isso em coisas agradáveis.
- São agradáveis, acredite! Mas ultimamente, isso não tem me feito tão bem...
- Creio que eu me senti pior....
- Então, como eu pensei. Daí tive a idéia de nós conversarmos. Você precisa mudar.
- Você também.
- Talvez. Mas você precisa mudar agora. Nós vamos nos prejudicar se continuarmos nessa situação.
- Você gosta de mim? - perguntou ele, sorrindo de forma inesperada.
- Gosto.
- Quando se gosta de alguém, não se pode mudar pela pessoa?
- Sim, em algumas situações é poss´....
- Em algumas? - disse ele, interrompendo a frase que mal saíra dos lábios (doces....) dela.
- Sim...
- E essa não é uma dessas situações?
Alguns segundos de silêncio. Aqueles segundos que os ponteiros não registram e o universo deixa de contar...
Então, ele se aproximou. Procurou os lábios dela e deu-lhe um beijo intenso. Como todos os outros que ele dera anteriormente. Sentindo de forma veemente cada momento em que eles estavam juntos...
O mundo parou e o céu contemplou silenciosamente a energia intensa gerada por esse beijo. Como se os sentimentos corressem por ambos os corpos criando uma aura deliciosa. Amarga, porém deliciosa.
Eles se afastaram. Então, ele sorriu, como alguém que sente-se aliviado após ter tirado um grande amargor de dentro de si e disse, com uma voz cheia de emoção e um leve brilho nos olhos:
- Obrigado por tudo o que você me proporcionou, mas infelizmente, isso aconteceu no momento errado. Não me arrependo de nada do que fiz ou deixei de fazer, mas não posso continuar com algo que vai me prejudicar e que não vai fazer diferença alguma para você. Adeus querida, vou ser feliz.
Então, ele levantou da mesa, colocou o dinheiro do restaurante embaixo do vaso com a rosa, apagou as velas com um assopro e saiu.
PS: só no Lonely Contradictions as coisas começam com um final.
Bem vindos de volta
Joel Barish jogou fora sentimentos às 9:11 PM Almas Generosas:
____________________________ 9:11 PM
Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
Ler ouvindo Helena do My Chemical Romance
Enough
Não sei vocês mas eu ainda sou um ser humano. Tenho meus limites e sei até onde posso levar algumas coisas. Conheço pouco de mim, mas não tenho dúvidas quanto a capacidade do meu ser para viver. Me esforço ao máximo para suportar diversas coisas além do que poderia aguentar; procuro sempre agradar as pessoas pois assim como eu não quero ser decepcionado, eu não quero as decepcionar; tento sempre ser o melhor possível em tudo que eu faço, já que, se eu me comprometi a fazer, vou fazer bem feito. Vivo pensando na máxima: " pequenos detalhes fazem a vida maior " e procuro colocá-la em prática. Valorizo os mínimos detalhes pois sei que são eles que fazem a vida importante. Aqueles que esperam grandes eventos em suas vidas, morrem de tédio ou desistem de viver e desperdiçam os melhores momento da vida. Tolos.
Contudo, como mencionei acima, tudo isso tem um limite. Às vezes, é possível suportar um pouco além do aceitável para mantermos um determinado relacionamento. Somos todos flexíveis, uns em maior grau outros em menor, mas há um jogo de cintura no ser humano - especialmente no brasileiro - para contornar situações assim. Porém, meu limite estourou faz tempo e algumas pessoas passaram a me incomodar. E chegou o determinado momento que eu parei pra pensar sobre a importância que cada um temos na vida dos outros. Não só no amor, mas na amizade, no companheirismo....
Com certeza, fui influenciado pela deliciosa obra " Os sofrimentos do jovem Werther" do Goethe. Para quem não conhece, essa obra é o epítome do amor e da desilusão; da dor e da alegria; da paixão e da amizade; do sacríficio e da alma humana. Uma verdadeira e excelente contradição. Não vou entrar em detalhes mas o texto de Goethe aponta diversos aspectos do ser humano que realmente são curiosos. E influenciaram levemente o meu modo de ver as coisas, que já não era convencional....
Então, para elucidar as dúvidas que me incomodam, tomei uma decisão. Já vinha pensando nela há tempos mas, depois dessa quarta-feira fatídica, colocá-la-ei em prática agora. No exato momento, em que você leitor que nunca comenta, ler esse texto, eu terei sumido. Não, não, não. Não é suicídio. Considero o suicídio uma solução demasiadamente corajosa e desesperadora, e ainda não cheguei ao ponto de tentá-la, embora tal idéia já tenha sido cogitada por minha mente por ser uma solução de tudo. Drástica, porém ainda é uma solução. Mas não vou optar por tal escolha. Simplesmente me isolarei. Alguns podem dizer que isso é inútil já que meus problemas não resolver-se-ão sozinhos. Porém, não quero que eles se resolvam. Eu quero que as pessoas - aquelas que eu ajudei grandemente em diversas situações; as mesmas que eu estendi a mão inúmeras vezes anteriormente; elas que pediram meu socorro e simplesmente me viraram as costas agora, caminhando rumo ao ano que vem - me vejam como uma lembrança. Algo que existiu e agora está fadado ao esquecimento.
Cansei de deixar de lado os meus interesses visando benefícios dos outros, e quando precisar que eles me ajudassem, se dar mal. Cansei de dedicar o máximo da minha atenção aos problemas alheios, dando conselhos, ouvindo, falando, discutindo, apontando soluções e ver a pessoa não se despedir de mim no último dia em que nos veremos. Cansei de procurar momentos divertidos para meus amigos, para que eles possam rir com freqüência, e depois, quando eu dependi deles para algo, não adiantar nada e sentir a tristeza dominar. Cansei do trabalho, cansei da minha família. Cansei dos que se dizem amigos e dos que são. Cansei de mim, das minhas palavras, da ausência de comentários nesse blog, da falta de interesse de muitos... Cansei, cansei, cansei. Coloco um ponto final nesse ano antes mesmo dele terminar. Não suporto mais a hipocrisia constante que eu observo todos os dias, com quase todas as pessoas. É terrível você ver uma das pessoas que você mais considera lhe dar as costas; é horrível você contar com alguém em uma situação de emergência, e ela colocar seus interesses fúteis em primeiro plano, pois afinal, quem vai se ferrar sou eu, não tal pessoa. Cansei de tudo isso...
E agora, sou eu quem viro as costas e caminho rumo ao ano que vem. Talvez faça um post clássico de retrospectiva do ano de 2005, mas não me interesso mais por isso aqui. É a minha vez de ser egoísta, de colocar meus interesses na frente dos outros e simplesmente sair da vida de cada um. Alguns abruptamente, outros foram avisados. Meu nick no msn perguntou se sentiriam a minha falta se eu sumir, em um momento totalmente Goethe, mas agora isso é o que vai acontecer. Se vão sentir ou não, já não me importo mais, pois eu senti amargamente a falta deles quando precisei...
Muitos não me encontrarão mais enquanto outros ainda vão me ver, raramente, online em algum messenger. Vamos ver quanto tempo eu aguento distante de tudo isso. Vou procurar algo novo. Vou procurar a mim mesmo...
See You.....
PS: sim, eu guardo rancor e sou vingativo.
Joel Barish jogou fora sentimentos às 3:25 AM Almas Generosas:
____________________________ 3:25 AM
Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
Ler ouvindo: Ultrahigh do Paulson
Spell...
Surpreendi-me quando acendi as luzes e te encontrei. Proíbe-lhe efetivamente de entrar aqui. Esse lugar supostamente deveria estar vazio. Eu deveria estar reorganizando-o; preparando os aposentos para novas hóspedes. E deparo-me com você... como se nunca tivesse saído. Com todas suas particularidades espalhadas, como se fosse sua casa. E eu já tentei de tudo para lhe arrancar daqui. Preciso tirar você do meu coração para que assim outra possa o ocupar. Enquanto você viver nessa ala tão frágil e ferida, não tenho o que fazer. Não há possibilidades de existir algo novo enquanto os velhos sonhos não forem dissipados. E eu jurava que você já tiha ido embora. Onde você se escondeu? Nos meus olhos? No âmago da minha alma? Nos lugares mais remotos do meu coração? Nos meus sonhos mais secretos? Preciso saber para evitar que você se esconda novamente. Já coloquei um ponto final nessa história e tenho certeza que não vou suportar um post scriptum.
É estranho saber que meu sonho de te ter em meus braços nunca se tornará real e mesmo assim sentir um suave aperto ao contemplar-te. Ainda tenho um leve ciúmes ao ver-te conversando com outros e sei que é rídiculo sentir isso pois nunca terei seu amor. Não sei de onde meu coração arranja tanta esperança para insistir em reviver tal situação. Não sei nem como nomear tal emoção; amor não pode ser pois não sinto dor e não verti lágrimas; paixão também não já que não há o fogo ardente que move os apaixonados; Ilusão também não é pois sei que você não sente e nunca vai sentir algo por mim. Então o que diabos é isso? O que é esse fascínio exercido por ti a ponto de impedir que eu te esqueça? Mesmo ciente que não existe sequer 0,00001% de chance de ficarmos juntos ainda sonho contigo. Por favor, eu lhe imploro. Ajoelho se for necessário mas liberte-me do seu feitiço...
Obviamente a atração por ti não é tão intensa quanto antes. Não há mais um incêndio a cada olhar seu; agora há um fogo fátuo que não reacende a paixão porém não permite que ela se extingua. Não traço mais planos mirabolantes para te conquistar, envolvendo cartas sinceras e Fix You do Coldplay. Não, não há mais nada a não ser sua presença incômoda no meu coração. Minha mente já desistiu de lutar por ti e meus batimentos não se tornam frenéticos quando estou ao seu lado. E ainda assim, sinto uma estranha ansiedade para te ver ou conversar contigo. Como se meu coração tivesse se acostumado com esse sentimento e simplesmente não pode deixá-lo ir embora. Como é tolo. Extremamente tolo por acreditar que algo pertencente ao passado possa existir no presente e construir o futuro...
E eu não acho os laços - ou será grilhões? - que me prendem em ti. Quero deixar meu coração vazio e pronto para outra. Se você não é aquela destinada a me fazer (mais) feliz, por favor, se retire e ceda o lugar para outra. Não posso e nem quero viver preso a ti sem chance alguma de sermos somente um. Não há sentido nenhum em você permanecer no meu coração, então, por gentileza, vá embora. Vá para o "setor amizade"...o mesmo que eu vivo em seu coração. Sejamos livres já que não podemos nos prender...
Enquanto isso, vivo essa nova contradição. Um amor morto que tenta ressucitar através do seu misterioso olhar. Porém, não quero ajuda para revivê-lo, e sim, para cremá-lo. Vou lançar as cinzas no vento e deixar a vida decidir onde elas vão cair, desde que seja bem longe do meu coração...
É horrível viver assim. Sei que não gosto mais de ti e tenho plena certeza que se você chegar e me beijar, sussurrando que me deseja, não vou refutá-la. Soa loucura no meu coração, embora loucura seja pensar nisso. Porém, não alimento mais esse tipo de sonho. Digo isso somente para ilustrar minha contradição. Como se não bastassem as outras que me incomodam tanto...
E agora? Não tenho mais certeza sobre quem sou, o que quero e o que sinto.... Sou um escritor conturbado diariamente por contradições; quero ser livre de ti com um outro alguém; E o que eu sinto....... isso não sei definir em palavras.
O problema não é definir tal sentimento mas sim o quão nociva é essa nova emoção.
Nova lição da vida.
Nova contradição do amor.
As mesmas lágrimas e a mesma dor...
PS: por mais recente que pareça, esse texto já é velho...acreditem.
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:39 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:39 AM
Quinta-feira, Novembro 24, 2005
Ler ouvindo Closer do Jimmy Eat World
Empty.
Sempre que eu tento falar sobre os meus posts, eu digo que, inevitavelmente, eles são baseados nos meus sentimentos. Posts tristes, depressivos, melancólicos, irônicos, realistas... enfim, de um jeito ou de outro, todos eles têm traços de um sentimento ou uma emoção. Alguns são carregados. É possível sentir através de cada frase, de cada palavra. Pode ser a admiração fria ou a amarga melancolia. E outros são singelos, apenas dão a entender o que eu sinto. Contudo, eles sempre apresentam resquícios do meu coração. Posso simular uma situação¹ e mesmo assim o post vai ter uma particularidade minha. Todo escritor é assim. Não existe neutralidade, imparcialidade ou algo do gênero. Toda vez há um naco do autor e de sua personalidade inscrita no texto. E é óbvio que eu sigo esse padrão.
Digo isso simplesmente para informá-los que não há um post novo hoje. Justamente porquê eu não estou sentindo absolutamente nada no momento. Como disse no post scriptum do post anterior - que aparentemente poucos leram - a história que regava os posts chegou a um final. Porém, como já foi dito anteriormente, eu estava ciente da ilusão. E nunca havia vivenciado algo do gênero. Sentir algo que eu sei que não ia dar certo. Mas resolvi por um ponto final. Esse ponto final foi totalmente indolor. Não houve lágrimas, não deixou cicatrizes. Simplesmente a ilusão se dissipou e eu voltei pra realidade. Aquela mesma realidade sem-graça e incolor; a realidade daqueles que não gostam de ninguém. Há um vazio no meu ser e eu procuro de alguma forma preenchê-lo mas tudo está sendo em vão. A vida está tão indiferente. Os dias iguais e todos aqueles clichês. Busco um novo amor ou uma nova ilusão para entreter meu coração....
E o post se encerra aqui.
Uma mera explicação do vazio, da falta de inspiração. Não há transcrição de sentimentos pois não há sentimentos.
Sem sentir não há o que escrever.
E muito menos o que viver....
¹ - Last Chance (post do coma)
PS: comment? =/
Joel Barish jogou fora sentimentos às 11:53 PM Almas Generosas:
____________________________ 11:53 PM
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
Ler ouvindo Desintegration do Jimmy Eat World
Mistakes...
Tracei um plano novo hoje. Como sabia que iria te ver, revesti-me da armadura mais resistente que encontrei. Me escondi atrás de um falso mau humor. Encobri-me nas trevas, onde você não podia me alcançar. Decidi que hoje seria tudo diferente. Prometi a mim mesmo evitar qualquer contato contigo. Planejei refutar seu olhar, pois ele me reveste de esperança; não queria ver o seu sorriso já que ele pacifica a agonia da minha alma. Fechei meu elmo fazendo um juramento que hoje te trataria mal. Seria agradabilíssimo com todos, mas te repudiaria. Queria te deixar péssima; fazer você sentir-se só, por um momento, como eu me sinto todas noites voltando para casa após te ver. Senti-me suficientemente protegido. Não havia dúvidas que tudo daria certo. O que eu ganharia com isso, confesso que não sei dizer. Mas é preciso dar um basta nessa dor que tortura meu coração. Já havia tentado de tudo e talvez essa fosse a única solução...
Enquanto conversava com todos, antes da aula começar, te procurava com olhos ansiosos. Não tenho certeza por qual motivo...
Você chegou e eu fingi que não a vi, embora meu coração ardesse em brasas. A aula iniciou e tentei te evitar. Confesso que cedi à sua beleza maravilhosa uma ou duas vezes, mas escondi meus olhos quando você dirigia esse brilho para mim. Estava bem protegido atrás de minha armadura. Mesmo sendo impossível resistir a atração que você emana.... Lutei comigo mesmo e venci a primeira etapa dessa árdua batalha. Não sorri para ti em nenhum momento, embora houvesse um fogo ardente no meu coração, tentando fazer um sorriso explodir em minha face. Mas o suprimi. Resisti firmemente e agradeci aos céus quando o professor propôs um intervalo. De fato, a luta razão versus emoção também necessitava de uma trégua, visto que, nessa batalha, quem sempre se prejudica sou eu, qualquer que seja o vencedor.
(se eu soubesse o que o intervalo acarretaria, teria me escondido dentro da minha mochila...)
Senti um leve regozijo quando você passou por mim em direção a biblioteca, sem dizer sequer um singelo oi. Estava vencendo a luta. (Ha). Conversava alegremente com meus amigos quando você voltou. Contemplar-te ao longe fez-me sentir mal. E você veio caminhando em minha direção. Firme e decidida. Impávida. Prendi a respiração enquanto escolhia quais palavras ásperas eu lhe diria. Seria lacônico. Quanto menos palavras, mais rápida seria sua derrota. E você veio. Parou defronte a mim e provou o quão estúpido eu posso ser. Seu perfume começou a rachar minha armadura, tão resistente. Não há mau humor que resista a alegria que você transmite. E você foi impiedosa. Viu meu escudo partir-se lentamente e proferiu o golpe de misericórdia: piscou com a vivacidade de seus olhos verdes e exibiu o sorriso mais lindo do mundo. O mesmo dos meus sonhos. Não os dentes ou o a cor alva, mas a sensação que ele transmite. Não há trevas que resistam essa luz. As nuvens que me encobriam foram gradativamente dissipando-se no horizonte e eu desejei que só nós dois existíssemos; que a vida fosse simples assim, como seu sorriso; que esse segundo fosse memóravel e que a sua luz iluminasse para sempre minha vida. Quando dei conta do que estava fazendo, já havia beijado sua face e sido entorpecido por esse aroma suave que você exala e eu não encontro em mais ninguém. Não é o seu perfume ou o doce traço de sabonete de sua pele, mas é essa combinação explosiva que você me passa. Uma sensação única e inexplicável. Uns chamam de romance, outros de paixão e alguns otimistas de amor. Eu não me importo com seu nome, desde que o sinta intensamente. Quando percebi, minha razão já havia soado o gongo, jogado a toalhinha branca e pedido "penico".
A emoção mais uma vez foi proclamada campeã, neste devastado e cansado campo de batalhas....
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Falhei. Não consegui cortar os laços que prendem meu coração ao seu. Tudo que planejo para esquecer-te dá errado. Meu coração não quer esquecer-te pois está intoxicado de esperança. Esperança que seus ambíguos olhos verdes transmitem. Preciso achar outra solução para esse conflito, pois a única que conheço permanece no mundo dos sonhos. Poder sentir o sabor dos seus lábios com certeza resolveria todos os meus problemas. Mas você deseja outro... que tem qualidades que você não viu em mim. Não são qualidades exclusivas de tal pessoa, pois eu também as tenho. Talvez sejam até melhores qualidades, mas quem pode guiar o coração? Se eu pudesse, guiaria para longe de ti e para perto de quem me valoriza. Será que se você pudesse, guiaria para perto de mim?
Dúvidas que nunca serão respondidas...
E o que fazer agora? Estou em um impasse. Não tenho como te conquistar se o seu coração pertence a outro. Não tenho como te esquecer pois meu coração te pertence. E nenhum de nós quer ceder...
Esconder-me de ti não adianta; o tempo que fico longe só agrava a situação pois a desejo e admiro de forma mais intensa do que antes, quando você surge.
Aproximar-se também não resolve, pois quanto mais a conheço, mais a adoro.
Não sei o que faço. Somos vítimas ou ambos culpados?
Tantas perguntas sem respostas e a vida continua, voraz. Vou fazer o que meu coração deseja, embora seja suicídio. Lutarei para transformar os sonhos que tenho contigo em realidade. Sei que tudo isso vai ser em vão, mas quem consegue convencer o coração?
Desejem-me boa sorte.
(pois vou precisar de muita)
PS: texto velho, essa história chegou em um final.... se ele vai virar post ou não, depende da minha inspiração e do fim da minha apatia....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 10:57 PM Almas Generosas:
____________________________ 10:57 PM
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
Nota do Autor: Use a setinha para baixo para aproveitar melhor o post. Page Down no final estraga tudo
Leia ouvindo Different do Acceptance
....Contra-diction....
Duas semanas distante. Duas longas semanas, compostas por horas sem fim e repletas de saudades. Senti tanto sua falta que nada apaziguava a ansiedade da minha alma, desejando você a todo instante. Mesmo conversando contigo via internet, nada pôde aplacar a falta que você me fez e faz. Suas fotos não expressam a mesma alegria que eu sinto através da calma do seu sorriso ou do brilho do seus olhos. Senti falta de escutar sua voz para me guiar nesse tortuoso caminho até o seu coração. Tropecei em várias pedras, encontrei diversos obstáculos mas ainda continuo caminhando. Sua luz é a minha única saída. Minha porta de entrada para o amor. Minha fuga da solidão..
Não via a hora de chegar na faculdade e contemplar - primeiramente de longe - o seu sorriso. Pensei em te abraçar bem forte e sentir de perto o doce cheiro de sua pele. Gravar em mim tudo o que você é. Revigorar gradualmente todas as imagens que permeiam meus sonhos. Confesso que estou aflito devido às circunstâncias dessa nova vida adulta, envolvendo a própria faculdade e minhas responsabilidades no trabalho. Porém, ainda fico surpreso com sua capacidade em transportar todas as minhas aflições para lugares longínquos e pacificar meu coração. Sei que vivo um período extremamente conturbado mas durmo todas as noites tranqüilo pois sempre sonho contigo. Um sonho simples e feliz. Colorido. Alguém pode me explicar como funciona esse feitiço? Fico feliz só de ver seu sorriso e me sinto melhor ao estar ao seu lado. Todos os problemas parecem ser solucionáveis e tudo é de mínima importância. Será o seu perfume que me entorpece dessa maneira? Ou é a suavidade do seu olhar que me cativa e hipnotiza? Não encontro respostas em lugar nenhum e continuo caminhando até o seu coração escondido...
Perdi mais uma aula hoje pois fiquei contemplando sua beleza em vez de prestar atenção no tema. A saudades disse que eu não poderia ir embora sem revitalizar os meus sonhos, então me concentrei em você. Que vontade me deu de arrumar a mecha do seu cabelo que pendia sobre sua face, ajeitá-la atrás da orelha e fazer um carinho em seu rosto, apenas sorrindo pois em um momento assim, as palavras não possuem mais valor. Deliciei meus olhos com sua perfeição e saí com o coração leve e a consciência amena, ciente dos meus problemas e também da solução. Provavelmente eu irei perder esse semestre mas o que eu ganhei talvez seja de maior importância. Ganhei algo para enganar meu coração e impedir que ele se auto-flagele com os problemas da vida....
E é quando a aula termina e nós caminhamos para lados distintos, que eu volto ao mundo real. Lentamente, vejo as estrelas se apagarem nas trevas do céu. As cores do mundo que nos cerca vão se dissipando...Tudo volta a ser preto-e-branco. Não há luz, não há brilho. A realidade é fria e triste, solitária e sem graça. Como sempre foi antes de eu te conhecer. Meu coração suspira e fecha os olhos ao colidir com o chão. As asas somem, as nuvens desparecem e não há mais sonhos. Essa contradição está me matando aos poucos: sei da minha ilusão mas não consigo quebrá-la. Meu coração se entristece ao voltar para casa pois sou consciente de que nunca vou tê-la em meus braços. Todas as palavras lindas que eu ensaiei para sussurrar no seu ouvido em um momento nosso vão permanecer na minha garganta. Todos os planos que eu tracei para comemorarmos seu aniversário continuarão no papel. Não faço parte do seu mundo. Sou apenas uma casualidade. Não compartilhamos os mesmos costumes, não possuímos os mesmos melhores amigos. Minha razão diz que foi um erro apaixonar-se por ti mas meu coração insiste em suspirar e dizer que ainda há esperança no amanhã. Continuo agindo como um tolo, buscando interpretações que não existem em suas frases, procurando sentimento nos seus olhares e amor no seu sorriso. Qualquer palavra sua tem diversos sentidos, e meu coração sempre acredita naquele onde ficaremos juntos.... Como ele pode ser tão ingênuo?
Meu futuro tem requintes do passado. O hoje é igual ao ontem e eu temo pelo amanhã. Queria tanto poder ter a certeza que seus sentimentos mudaram e que você vai permitir que eu lhe faça feliz. A mais feliz.
Embora esteja totalmente intoxicado pela Esperança, sou ciente do fracasso. Nossos caminhos são paralelos e nunca vão se cruzar. Enquanto isso, eu permaneço na grande contradição, perdido em mim mesmo e nos seus olhos, sem saber o que fazer ou para onde ir. Não sei desvencilhar-me da sua atração e não acho ninguém para me libertar. Comparo todas contigo e busco semelhanças nas que eu encontro, mas você sempre vence. Procuro defeitos em você mas eles não são suficientes pra fazer meu coração desistir. Sou um barco perdido em alto-mar. Sem socorro, sem bússola e somente com suas estrelas para me guiar....
Já te transformei em sonho; já te transformei em música. Agora só me resta transformar-te em minha. Mudar seu coração e os sentimentos que o formam. Trocar minha posição de lugar e passar a ser vital. Fazer com que você me veja com outros olhos. Quero que você sinta minha falta como eu sinto a sua. Quero que você seja feliz comigo assim como eu sou com você...
A felicidade é algo tão simples e a mantemos tão longe....
O amor está presente mas nós o repudiamos...
Está na hora de reconstruir seus pontos de vista, retirar as defesas de seu coração e arriscar novamente uma aventura.
Se acontecer uma ferida no seu coração, eu prometo que vou arranjar o band-aid e fazer os curativos.
Mas, se acontecer um amor, eu juro que vou buscar as alianças e gravar nossos nomes, com uma data de início e o símbolo do infinito...
Pena que é tudo ilusão.....
PS: thanx pelos coments =***
Joel Barish jogou fora sentimentos às 11:11 PM Almas Generosas:
____________________________ 11:11 PM
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
Ler ouvindo Matriz do Ramirez
Seminário
Me surpreendi quando vi a sexta-feira chegar. Essa correria do dia-a-dia, envolvendo rotina do serviço e excesso de trabalhos da faculdade, me fez esquecer a importância desta sexta. Indubitavelmente, um pequeno detalhe de grande significado. Hoje é o dia em que você, junto ao seu grupo, irá apresentar um seminário para nossa classe. Dia em que eu vou lhe observar durante um tempo significativo. Cheio de significados diferentes, contraditórios e ambíguos. Parece uma coisa boa admirar-te desta maneira mas tenho certeza que para mim será um grande tortura. Pensei em alguma maneira de fugir desse sadismo do Destino. E então, surgiu em minha mente esse texto. Minha válvula de escape. Minha saída de emergência. Minha covardia em confrontar seus olhos...
O seminário se inicia. Eu sei que você será a última a falar, então aproveito cada segundo gasto, te observando, para gravá-los em minha mente. Como um artista que filma sua musa, gravo cada singelo detalhe; enriqueço minha memória com todos os traços do seu belo rosto. Constato sua beleza e tento passar essa sensação para essas palavras. Memorizo todas suas características. Conto cada pinta e sei de cor onde localizá-las. Observo seus lábios, seus olhos, seus cílios, sua sobrancelha e ainda não consigo acreditar em tamanha beleza. Inigualável. Contemplar seu rosto, seus cabelos, enfim, você por inteira, me passa a certeza que você é tudo o que eu pedi, sonhei e almejo. Não tenho mais dúvidas do propósito divino em colocar-te na minha vida: sermos felizes juntos.
Observei seu nervosismo enquanto aguardava sua vez para falar. Você percorrendo a sala com olhos inseguros, receosa de como seria quando explanasse sua parte. Sorri quando seus olhos encontraram os meus, assim como você sempre sorri quando eu te procuro. E lhe garanto que quando estivermos juntos, sempre haverá um sorriso como consequência do amor, ao cruzarmos olhares. Você gira o anel de seu dedo e eu imagino qual seria o tamanho ideal para uma aliança. Sonho alto, eu sei. O tempo passa lentamente e intercalo palavras escritas com segundos te admirando. Uma beleza sem par. Um sonho personificado. Tenho vontade de te abraçar só para ter certeza que você é real, e que não vou acordar daqui uns minutos. Até que ponto uma atração pode deteriorar a percepção?
Então, sua vez chega. Você sorri amigavelmente para sala enquanto se apresenta, falando com a maior naturalidade. Lê sua parte e ocasionalmente direciona olhares em minha direção. Não se preocupe, eu continuo aqui e não vou deixar de lhe apoiar. Observo com carinho o cuidado que você tem em selecionar palavras e procurar tornar este seminário o mais agradável possível. Sua naturalidade ao falar me impressiona. A segurança que você tem só oscila quando você olha para sala, mas sempre encontra meus olhos para te ajudarem. Isso demonstra que você confia em mim, sente-se segura comigo te observando. Sorrisos surgem em minha face involuntariamente quando você me procura. Não tem como deixar de sorrir diante da sua presença...
A professora questiona e você procura contornar erros. Seu rosto se avermelha diante de uma gafe, e você me olha para saber como reagi. Continuo sorrindo e te apoiando, pois eu sei o quanto é precioso ter alguém que nos apóie, em qualquer situação. O estrondoso trovão que ribomba lá fora agita a classe, e você aproveita o momento para descontrair. Nossos olhos se encontram e eu me esforço ao máximo para transmitir a mensagem que você está indo muito bem. Não se preocupe.....
O seminário termina com fortes aplausos. Eu a aplaudo com gosto, por tamanha perfeição e simplicidade. Uma contradição nata e pura, linda e temível. Não tenho dúvidas que esse foi o melhor seminário que presenciei.
Contudo, confesso que não aprendi nada sobre os países ibéricos ou o autor em questão. Dediquei minha atenção a cada detalhe do seu rosto.
Mas mesmo assim aprendi algo muito importante: o quão magnífico é o seus olhos e seu sorriso, e como você fica linda de rosa. Aprendi que você me procura quando sente-se insegura e que não vou esquecer-te enquanto estiver enfeitiçado por seu olhar. Aprendi a encontrar calma e segurança com sua presença e a sorrir sempre que posso para ti, tentando mostrar um fragmento da importância que você tem para mim.
Aprendi que você é um sonho meu e que de sonho ninguém desiste.
Com certeza são lições muito mais preciosas do que as que você tentou transmitir. Me perdoe por não gravar nada da aula, mas gravei um filme que sempre rodará no meu coração. Você sorrindo para mim em um momento de dificuldade, no ápice de sua beleza, e encontrando apoio. Não há dúvidas que esse filme merece o Oscar.
Quem sabe isso não é o fim de uma ilusão ou o começo de um sonho?
PS: poucos coments =/
comentar 2 vezes conta como um coment só ;)
(sem tempo pra tudo)
Joel Barish jogou fora sentimentos às 1:42 AM Almas Generosas:
____________________________ 1:42 AM
Sexta-feira, Outubro 28, 2005
Ler ouvindo I Write Sins not Tragedies / Panic! at the Disco
Weak Points
Sabe o que é o mais irônico nessa história? Eu tentei evitar me apaixonar por você. Sério. Sei que minha personalidade me intriga, mas conheço alguns aspectos de minha pessoa. Meus pontos fracos não são enigmas. Estou ciente da minha carência e como ela pode ser nociva perante uma garota que me dê atenção. Há também outros elementos que se adicionados nessa reação, definitivamente a torna perigosa. A ponto de destruir as barreiras que eu tento impor ao meu coração. Um belo sorriso, um par de olhos claros, um corpo delicado e tentador, uma personalidade cheia de energia e bom-humor, com inteligência. Estas são algumas características fatais. Meu calcanhar de Aquiles. E tento evitá-las ao máximo, pois elas conhecem o caminho para atingir o âmago do meu coração. E se alojar ali, durante um tempo indeterminado..
Mas no seu caso foi impossível. Desde o primeiro dia de aula, onde nos conhecemos por acaso e você demonstrou uma preocupação diferente comigo, senti o seu perigo. Decidi que não ia me aproximar de ti, já que você concentrava todas as características nocivas para meu coração. Doce engano. Até parece que a razão exerce algum poder sobre mim...
Não vou detalhar a nossa histórias pois tais detalhes são demasiadamente doloridos. Feridas abertas e recentes. Juro do fundo do (que restou do) meu coraação que estou tentando criar um modo para sair do seu feitiço e continuar convivendo contigo normalmente. Apenas quero quebrar os grilhões que prendem minha felicidade à sua, e voltar a solidão, porém sem ilusões... Contudo, não consigo parar de imaginar o motivo que não demos certo. E é impressionante o quanto uma atração é poderosa. Transmite idéias falsas; engana o coração que é ingênuo como uma criança. Gosto tanto de ti que parece que lhe conheço muito bem. É óbvio que isso é um grande engodo. Sei um pouco mais do que os outros da faculdade, porém, não faço parte do seu círculo íntimo. Sei de nossas afinidades e divergências, contudo, não exerço um papel vital na sua vida. Sou coadjuvante, não ator principal. Não faço parte dos agraciados em sair contigo nos finais de semana e sequer sei qual é seu cantor favorito ou seu prato predileto. Não conheço seus sonhos e muito menos seus pesadelos.
Sou um mero acidente de percurso. Conversamos na faculdade, na internet, trocamos SMS, scraps etc. Assim como você conversa com qualquer outro. Minha importância é mínima. Com certeza, se eu sumir, você sentirá minha falta durante uns dias mas logo isso entrará para o esquecimento, pois na sua vida, existem vários que exercem o mesmo papel que eu. Embora eu seja uma pessoa peculiar, não sou único em sua vida. Sou apenas mais um tolo. Mais um fascinado por ti. Mais um que se perdeu em seu olhar....
Não preciso dizer que no meu ponto de vista emocional, nós nascemos um para o outro. Você tem o rosto ideal, o corpo ideal, o comportamento ideal. Tudo ideal. Mas não é ideal de perfeito, é de idealizado. Sou extremamente contraditório: sei da ilusão que vivo mas não consigo libertar-me. Sou razão versus emoção. Estou preso e vacilo quando tento fugir. A Esperança ainda consegue manipular a razão e convencê-la de que, quem sabe, em um futuro próximo, a situação não mude? Palavras sutis em momentos especiais, sussurradas, são capazes de apertar ainda mais os laços que me prende em ti. Se eu não consigo me libertar, e não há ninguém que me retire desse cativeiro, o que eu faço?
E nessa vã tentativa de equacionar o romance, não saio do lugar. Não consigo rasgar o véu que separa as pessoas comuns das vitais. Contemplo aqueles que vivem do lado especial do seu coração com inveja, pois queria tanto morar desse lado. Quem eu culpo? O Destino, a razão, a emoção? Eu, você, eles? Há culpados?
Eu só queria ser especial para você, assim como és para mim.
Eu só queria que você não significasse nada pra mim, assim como eu não significo nada pra você.
E nós dois seríamos felizes, na doce ignorância da solidão...
PS: Peço perdão por não comentar mais no blog de ninguém. Mas estou trabalhando muuuuuuuuuuuuuito e não to tendo tempo nem pra dar bom dia pra minha mãe. Reparem que quase o blog fica sem atualização hoje também. Então por favor, se vocês só comentam para que eu comente no blog de vcs, me perdõem....
Joel Barish jogou fora sentimentos às 12:25 AM Almas Generosas:
____________________________ 12:25 AM
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